A Panini lançou no dia 1º de maio o álbum oficial da Copa do Mundo de 2026, com 980 figurinhas e integração digital inédita. A edição reflete o novo formato do Mundial, com 48 seleções, e aposta em inovação sem abandonar a tradição. A empresa também defendeu os preços e destacou o planejamento para atender à alta demanda.
A Panini lançou nesta sexta-feira (1º) o álbum oficial da Copa do Mundo FIFA 2026, considerado pela empresa o maior e mais ambicioso já produzido para o torneio. A nova edição chega ao mercado cercada de expectativa, impulsionada principalmente pelo formato inédito do Mundial, que contará com 48 seleções.

Raul Vallecillo, CEO da Panini no Brasil, em entrevista à Folha na fábrica da empresa em Barueri – Foto: Reprodução/ Eduardo Knapp/Folhapress
Em entrevista ao Bacci Notícias, o CEO da Panini Brasil, Raul Vallecillo, afirmou que o lançamento representa um marco histórico para a empresa e para os colecionadores. Segundo ele, a marca mantém uma tradição de crescimento a cada Copa do Mundo e pretende repetir — e superar — esse desempenho em 2026.
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Expectativa de recorde e crescimento da coleção
A edição de 2026 reflete diretamente o crescimento da competição organizada pela FIFA, que passará a contar com 48 seleções — um aumento de 50% em relação aos formatos anteriores.
Segundo Vallecillo, essa mudança exigiu uma reformulação completa da coleção. “Com o aumento das seleções, tivemos também um aumento no número de figurinhas para que todas as 48 equipes estejam presentes no álbum”, explicou. O resultado é uma coleção com 980 cromos.
O CEO reforçou que a proposta foi acompanhar a grandiosidade do torneio. “Era nosso desafio apresentar um álbum que fizesse justiça a uma Copa do Mundo como nunca tivemos antes”, disse.
Novidades no formato e experiência digital
Além do tamanho, a Panini aposta em inovação para ampliar o alcance da coleção. Pela primeira vez, o álbum contará com uma experiência digital mais estruturada.
“Trouxemos uma coleção digital única, onde os colecionadores podem adquirir pacotes virtuais com figurinhas aleatórias”, afirmou Vallecillo. Ele destacou que a novidade não substitui o formato tradicional, mas complementa a experiência.
“É uma nova forma de colecionar, mas ainda com a essência fundamental que traz um álbum de figurinhas”, completou. Segundo ele, a estratégia também busca atrair o público mais jovem, acostumado ao ambiente digital.
Influência dos três países-sede no design
A realização da Copa em três países — Estados Unidos, Canadá e México — também impactou diretamente o desenvolvimento do álbum.
Vallecillo explicou que essa característica inédita foi considerada desde o início do projeto. “Essa novidade foi levada em conta em todas as etapas de planejamento, desde o design até o conteúdo editorial”, afirmou.
Ele destacou ainda a proposta visual da coleção. “Trouxemos um álbum com muitas cores e cheio de vida, de forma que essa mistura dos três países estivesse presente em toda a coleção”, disse.
Preço e estratégia de distribuição
Sobre críticas relacionadas ao preço e à distribuição, o CEO afirmou que a empresa se preparou para lidar com a alta procura.
“O álbum da Copa do Mundo é sempre um produto completamente fora da curva, tanto em demanda produtiva quanto na procura dos colecionadores”, declarou. Segundo ele, o planejamento começou anos antes do lançamento.
Vallecillo também comentou o valor dos pacotes. “Hoje, o envelope disponível por R$ 7 com 7 cromos segue a média que temos trabalhado nos últimos anos de R$ 1 por figurinha”, explicou. “O novo valor apenas reflete o aumento no tamanho do pacotinho.”
Ele ressaltou ainda os desafios logísticos no Brasil. “Tudo foi arquitetado levando em conta a demanda altíssima e também os desafios de um país de dimensões continentais”, disse.
Equilíbrio entre tradição e inovação
Mesmo com as novidades, a Panini mantém o foco na tradição que consagrou o álbum da Copa ao longo das décadas.
“A coleção física segue como a favorita entre os colecionadores”, afirmou Vallecillo. Ao mesmo tempo, ele reconhece a necessidade de evolução. “Mesmo sendo um produto que carrega tanta nostalgia, é preciso se adaptar para acompanhar as novas gerações.”
Para o CEO, o equilíbrio entre passado e futuro é o caminho para manter o sucesso da marca. “Essa missão está presente em todos os nossos lançamentos, e claro que o álbum da Copa não ficaria de fora”, concluiu.
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