O papa Leão XIV afirmou, no domingo (04), que acompanha com “preocupação” a situação da Venezuela e defendeu que o país encontre caminhos de justiça e de paz, respeitando a soberania nacional.
O papa Leão XIV afirmou, no domingo (04), que acompanha com “preocupação” a situação da Venezuela e defendeu que o país encontre caminhos de justiça e de paz, respeitando a soberania nacional. A declaração ocorre após a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores.
Durante pronunciamento público, o pontífice destacou que o bem do povo venezuelano deve prevalecer sobre qualquer outro interesse e pediu a superação da violência como forma de garantir estabilidade institucional e respeito aos direitos fundamentais.
“O bem do amado povo venezuelano deve prevalecer sobre qualquer outra consideração e inspirar a superar a violência e trilhar caminhos de justiça e de paz, garantindo a soberania do país”, declarou o papa.
Apelo por paz e soberania
Leão XIV afirmou ainda que a superação da violência é essencial para assegurar o estado de direito previsto na Constituição, com respeito aos direitos humanos e civis, além da construção de um futuro de estabilidade, concórdia e colaboração, com atenção especial às populações mais vulneráveis afetadas pela crise econômica.
O pontífice também convocou fiéis a rezarem pela Venezuela. Segundo ele, as orações devem ser confiadas à intercessão de Nossa Senhora de Coromoto, padroeira do país, além de São José Gregório Hernández e Irmã Carmen Rendiles.
Captura de Maduro
No sábado (03), os Estados Unidos realizaram ataques em diversas regiões da Venezuela. O presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou que Nicolás Maduro e Cilia Flores foram capturados e levados para fora do país por forças americanas.
Maduro vinha sendo citado por autoridades dos EUA como líder do Cartel de los Soles, organização recentemente classificada pelo governo norte-americano como grupo terrorista internacional.
O presidente venezuelano permanece detido em Nova York enquanto aguarda julgamento por acusações de narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. Caso seja condenado, ele pode enfrentar pena mínima de 20 anos de prisão, com possibilidade de prisão perpétua.
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