Um crime cruel chamou a atenção dos moradores do município de Cáceres, no Mato Grosso. A Polícia Civil confirmou que Vinicius foi esfaqueado, degolado e teve o corpo mutilado por amigos de infância, em um ato que teria sido ordenado por integrantes de uma facção criminosa. O principal acusado, Wagner Moreno de Souza, relatou que tanto ele quanto a vítima pertenciam originalmente ao PCC, mas que, ao mudar de facção e ingressar no Comando Vermelho (CV), recebeu uma mensagem ordenando que eliminasse o amigo de infância como “prova de lealdade”.
Um crime cruel chamou a atenção dos moradores do município de Cáceres, no Mato Grosso. A Polícia Civil confirmou que Vinicius foi esfaqueado, degolado e teve o corpo mutilado por amigos de infância, em um ato que teria sido ordenado por integrantes de uma facção criminosa. O principal acusado, Wagner Moreno de Souza, relatou que tanto ele quanto a vítima pertenciam originalmente ao PCC, mas que, ao mudar de facção e ingressar no Comando Vermelho (CV), recebeu uma mensagem ordenando que eliminasse o amigo de infância como “prova de lealdade”.
Emboscada
Segundo o depoimento, Wagner convidou Vinicius para fumar maconha, aproveitando a relação de confiança entre os dois. No local, o rapaz foi rendido por dois adolescentes, de 16 e 17 anos, e amarrado. Com a ajuda de Luiz José Rodrigues, conhecido como “Venezuelano”, os suspeitos iniciaram uma sessão de tortura. Luiz agrediu a vítima com uma arma, aplicou um golpe “mata-leão” e em seguida deu várias facadas na barriga de Vinicius.
Durante a sequência de agressões, os criminosos decapitaram Vinicius e realizaram uma perfuração no tronco para tentar retirar um órgão, acreditando se tratar do coração. Diante da barbárie, “Venezuelano” chegou a desmaiar. Toda a ação foi transmitida por videochamada para membros da facção, que prometeram recompensar o grupo com transferências via Pix.

Ocultação
Após o crime, os assassinos colocaram o corpo e o órgão em um saco preto, e a cabeça, em uma sacola branca. O corpo foi deixado na Avenida São Luiz, perto do Estádio Geraldão, enquanto a cabeça foi abandonada na Rua Barão de Mauá, no bairro Santa Cruz.
No local do crime, os policiais apreenderam um revólver calibre 38, munições, uma faca com marcas de sangue, além do celular e documentos da vítima. Todos os envolvidos confessaram o homicídio.
Prisões
Wagner Moreno de Souza e Luiz José Rodrigues estão presos preventivamente e devem responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Os dois adolescentes foram apreendidos e estão à disposição da Justiça.
A juíza responsável pelo caso justificou a manutenção da prisão preventiva destacando a brutalidade e o caráter faccionado do crime:
“Trata-se de crime brutal, com decapitação e extração de órgão da vítima, praticado supostamente como ‘prova de lealdade’ à facção, com transmissão ao vivo do crime para lideranças da organização.”
Ela acrescentou que o modo de agir demonstra “periculosidade extrema dos agentes, que atraíram a vítima pela amizade, executaram-na com requintes de crueldade e depois ocultaram o corpo em locais distintos para dificultar a investigação”. A Polícia Civil segue investigando outros possíveis envolvidos e se o vídeo da execução foi compartilhado em grupos de facção.
