A morte do pastor José Carlos da Rocha Sobrinho, de 40 anos, durante uma ação da Polícia Militar na Zona Leste de São Paulo provocou protestos de moradores e abriu uma investigação para esclarecer as circunstâncias da ocorrência. Conhecido como “Dunga”, ele era diácono da Assembleia de Deus Jeová Rapha e morreu após ser baleado durante uma abordagem.

José Carlos da Rocha Sobrinho. (Reprodução / redes sociais)
José Carlos da Rocha Sobrinho. (Reprodução / redes sociais)

A morte do pastor José Carlos da Rocha Sobrinho, de 40 anos, durante uma ação da Polícia Militar na Zona Leste de São Paulo provocou protestos de moradores e abriu uma investigação para esclarecer as circunstâncias da ocorrência. Conhecido como “Dunga”, ele era diácono da Assembleia de Deus Jeová Rapha e morreu após ser baleado durante uma abordagem.

José Carlos da Rocha Sobrinho. (Reprodução / redes sociais)

Enquanto familiares afirmam que ele estava desarmado e não reagiu à ação policial, a Polícia Militar sustenta que José Carlos atirou contra os agentes e que uma arma foi apreendida no local.

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Família afirma que vítima estava desarmada

Segundo parentes, José Carlos havia acabado de deixar a sogra e uma sobrinha em casa e retornava para sua residência quando foi abordado por policiais no bairro São Rafael. A família afirma que ele estava sozinho, desarmado e não ofereceu qualquer resistência. Os familiares também contestam a versão apresentada pela polícia e pedem acesso às imagens das câmeras corporais utilizadas pelos agentes.

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Polícia diz que homem reagiu à abordagem

De acordo com o boletim de ocorrência, equipes da Força Tática realizavam patrulhamento quando abordaram José Carlos. Segundo o relato dos policiais, ele teria desobedecido às ordens da equipe, sacado uma pistola calibre .380 com numeração raspada e efetuado disparos contra os militares. Os agentes revidaram e atingiram o homem.

Ainda conforme a corporação, José Carlos foi socorrido pelos próprios policiais e levado ao Hospital de Sapopemba, mas não resistiu aos ferimentos. A Polícia Militar informou que os agentes utilizavam câmeras corporais, porém os equipamentos só foram acionados após os disparos, fato que também será analisado durante a investigação.

Histórico criminal é alvo de divergência

A Polícia Militar informou que José Carlos possuía antecedentes criminais e o apontou como integrante da facção criminosa PCC. Segundo a corporação, a prisão mais recente ocorreu em 2025 por um caso de receptação, além de haver registros anteriores relacionados ao tráfico de drogas.

A família contesta essa versão. Os parentes afirmam que ele respondeu apenas por um caso envolvendo a compra de uma motocicleta furtada, em 2005, permaneceu preso por cerca de um mês e, desde então, reconstruía a vida, dedicando-se à religião e à comunidade.

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Protesto fecha ruas da Zona Leste

Após a confirmação da morte, moradores realizaram um protesto na região de São Mateus. Manifestantes bloquearam vias com barricadas e atearam fogo em objetos. Durante o ato, algumas pessoas arremessaram pedras contra viaturas da Polícia Militar.

Equipes da Força Tática foram mobilizadas para dispersar a manifestação. Moradores relataram excesso no uso da força durante a ação policial, enquanto a corporação acompanhou a ocorrência com apoio do helicóptero Águia.

Igreja lamenta morte de diácono

A Assembleia de Deus Jeová Rapha divulgou uma nota de pesar lamentando a morte de José Carlos. Na homenagem, a igreja destacou o trabalho religioso desenvolvido pelo diácono e afirmou que ele deixou um legado de fé, dedicação, humildade e serviço ao próximo. A nota também presta solidariedade aos familiares e membros da congregação, desejando conforto neste momento de luto.

Caso será investigado

A morte de José Carlos da Rocha Sobrinho será investigada para esclarecer a dinâmica da abordagem e verificar as circunstâncias dos disparos. Até o momento, permanecem divergentes as versões apresentadas pela Polícia Militar e pelos familiares da vítima sobre o que aconteceu durante a ação.

Em nota enviada ao Bacci Notícias, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) confirmou que o caso é investigado pelo DHPP e pela Corregedoria da PM.

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga a morte de um homem durante abordagem policial no bairro São Rafael, zona leste de São Paulo, na noite de segunda-feira (13). Segundo a PM, o homem teria apontado uma arma contra os agentes, que intervieram. Ele foi socorrido ao Pronto-Socorro de Sapopemba, mas não resistiu. Uma pistola com munições foi apreendida. Segundo o boletim de ocorrência, os agentes estavam equipados com câmeras corporais e o protocolo de uso dos equipamentos será apurado. O caso também é acompanhado pela Corregedoria da PM“, diz a nota.

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