A rejeição se estendeu ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), citado diretamente em quase metade das postagens.

PEC da Blindagem é rejeitada por 83% das menções nas redes, aponta Quaest

Um levantamento da Genial Quaest divulgado neste sábado (20) indica que a Proposta de Emenda à Constituição nº 3/2021, apelidada de PEC da Blindagem, gerou ampla desaprovação nas redes sociais. Segundo os dados, 83% das menções feitas por internautas reprovaram a iniciativa articulada por parlamentares na Câmara dos Deputados.

A pesquisa, iniciada em 16 de setembro, identificou aproximadamente 2,3 milhões de publicações relacionadas à PEC, com um alcance médio de 44 milhões de perfis por hora. A rejeição se estendeu ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), citado diretamente em quase metade das postagens — 46% do total. A maior parte das críticas partiu de parlamentares e influenciadores alinhados à esquerda, que também impulsionaram o uso da hashtag “CongressoInimigoDoPovo” e a circulação de vídeos produzidos com inteligência artificial.

Proposta em discussão

A PEC da Blindagem, pautada para votação na terça-feira (16), propõe a ampliação de prerrogativas parlamentares e estabelece que presidentes nacionais de partidos com representação no Congresso passem a ser julgados diretamente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O texto também restringe o início de investigações criminais contra parlamentares, exigindo autorização prévia da respectiva Casa legislativa — exceto em casos de flagrante delito ou crimes inafiançáveis. Nesses casos, os autos devem ser encaminhados à Casa em até 24 horas, que deliberará sobre a manutenção ou não da prisão, por voto secreto e maioria absoluta.

Atualmente, a Constituição concede foro especial apenas ao presidente e vice-presidente da República, ministros de Estado, membros do Congresso Nacional e ao procurador-geral da República. A relatoria da proposta está a cargo do deputado federal Cláudio Cajado (PP-BA).

Reações divididas

Ainda segundo o levantamento, apenas 17% das menções à PEC foram positivas. Essas manifestações partiram, sobretudo, de parlamentares e militantes ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que utilizaram as redes para reforçar críticas ao STF e relembrar decisões que atingiram a operação Lava Jato.

Em meio à repercussão negativa, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, determinou na última quinta-feira (18) que a Câmara dos Deputados preste informações sobre a tramitação da PEC no prazo de 10 dias.

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