O influenciador Hytalo Santos e seu marido, Israel Nata Vicente, foram transferidos para um presídio na Paraíba onde ficarão em uma ala exclusiva para pessoas LGBTQUIAPN+. Um pedido inusitado de Hytalo, para usar uma máquina de barbear elétrica em vez de lâminas por motivo de alergia, chamou a atenção da direção. O pedido ainda não foi atendido. A dupla é investigada por exploração sexual de menores, trabalho infantil e tráfico humano.
O influenciador Hytalo Santos e seu marido, Israel Nata Vicente, foram transferidos na última semana de um presídio em São Paulo para a Penitenciária Desembargador Flóscolo da Nóbrega, em João Pessoa (PB). Logo no início do período de reconhecimento, etapa obrigatória antes de receber visitas, Hytalo fez um pedido inusitado que chamou a atenção da direção da unidade prisional.
Nova cela
Segundo informações, o influenciador solicitou o uso de uma máquina de barbear elétrica, alegando ter alergia a lâminas tradicionais. O pedido ainda não foi aceito, e a administração do presídio aguarda uma avaliação médica para atestar a condição.
O casal ficará em uma área exclusiva para a população LGBTQIAPN+ da penitenciária. Eles dividem uma cela de 3 metros de largura por 15 de comprimento com outros quatro detentos. O primeiro final de semana do casal no novo presídio, conhecido como Róger, foi relatado como tranquilo pela direção.
Visitas e acusações
Apesar da chegada, Hytalo e seu marido ainda não puderam receber visitas. O pai de Euro já se cadastrou para ver o filho, mas a visita só deve ocorrer no dia 14 de setembro, respeitando o cronograma de visitas da unidade.
O pai também está autorizado a levar itens como roupas e calçados de cor clara, além de alimentos, seguindo as regras da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).
A transferência de Hytalo e Israel foi determinada pela Justiça da Paraíba. Eles são investigados por exploração sexual de menores de idade, trabalho infantil e tráfico humano em conteúdos produzidos para as redes sociais. As investigações são conduzidas pelo Ministério Público da Paraíba (MP-PB) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) paraibano.