O caso que chocou a Itália em 2024 voltou a repercutir após novos desdobramentos na investigação. Giovanni Barreca confessou ter matado a esposa e dois filhos durante um suposto ritual de exorcismo. A filha mais velha sobreviveu e relatou que o pai acreditava estar expulsando demônios da família.
Mais de dois anos após o crime que chocou a Itália, o assassinato de uma família inteira durante um suposto ritual de exorcismo continua sendo um dos casos criminais mais impactantes do país.
O crime aconteceu em 11 de fevereiro de 2024, na pequena cidade de Altavilla Milicia, na Sicília, quando o pedreiro Giovanni Barreca, então com 54 anos, confessou ter matado a esposa, Antonella Salamone, de 41 anos, e os filhos Kevin, de 15, e Emanuel, de 5.
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A única sobrevivente foi a filha mais velha do casal, de 17 anos na época, encontrada em estado de choque dentro da residência.
Mãe foi morta dias antes
Segundo as investigações, Antonella Salamone foi assassinada dias antes dos filhos. O corpo dela foi encontrado carbonizado e enterrado nas proximidades da casa da família.
No imóvel, os investigadores também localizaram restos de animais com sinais de tortura, que, segundo a polícia, teriam sido sacrificados durante os rituais realizados pelo patriarca.
Os corpos dos dois meninos apresentavam sinais de extrema violência. Um deles estava amarrado com uma corrente e ambos morreram por estrangulamento, conforme apontaram as investigações.
Filha sobreviveu e denunciou o pai
À polícia, a adolescente sobrevivente afirmou que o pai acreditava estar realizando um “exorcismo” para expulsar demônios da casa e da própria família.
Após os assassinatos, Giovanni Barreca ligou para as autoridades e confessou os crimes.
Durante a investigação, a polícia identificou que, logo após as mortes, o pedreiro entrou em contato com Sabrina Fina, de 42 anos, e Massimo Carandente, de 50, apontados como possíveis cúmplices.
Segundo os investigadores, o casal teria incentivado Barreca a “libertar a casa dos demônios”, reforçando as crenças que culminaram na tragédia.
Trio responde pelo crime
A polícia apurou que os três se conheceram em uma igreja evangélica da região. As investigações apontam que mensagens e conteúdos compartilhados entre eles sobre possessões e exorcismos podem ter contribuído para o planejamento do crime.
Giovanni Barreca, Sabrina Fina e Massimo Carandente respondem na Justiça italiana por homicídio múltiplo e ocultação de cadáver. O caso segue tramitando no país.
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