Pedro Bial relatou os últimos dias de sua mãe, Susanne, morta aos 101 anos. Ele contou que a família chegou a considerar suicídio assistido, mas optou por cuidados paliativos após a perda de autonomia da idosa. O jornalista refletiu sobre a própria relação com a morte e os limites da vida prolongada pela medicina. Susanne morreu cercada pela família.

Pedro Bial conta que família cogitou morte assistida para a mãe

Pedro Bial, de 67 anos, falou abertamente sobre o período final da vida de sua mãe, Susanne Bial, que morreu em julho, um dia após completar 101 anos. O relato foi feito no videocast Conversa vai, conversa vem, do jornal O Globo, e expôs os dilemas enfrentados pela família diante da fragilidade da idosa.

Segundo Bial, Susanne manifestou o desejo de morrer após perder atividades que sempre foram fonte de prazer, como a leitura. O jornalista afirmou que a deterioração física tirou dela qualquer sensação de autonomia. Ele revelou que a família chegou a cogitar a possibilidade de um suicídio assistido na Suíça, mas a ideia não avançou. Diante do quadro, optaram pelos cuidados paliativos, com foco em conforto e dignidade.

O apresentador descreveu a mãe como uma mulher de grande resistência e refletiu sobre como a experiência transformou sua relação com a morte. Para Bial, apesar dos avanços da medicina prolongarem a vida, surgem novos questionamentos sobre limites e qualidade. O jornalista disse desejar viver muitos anos, mas sem abrir mão de autonomia e bem-estar. Segundo ele, o temor não está apenas na morte, mas no processo de morrer.

Susanne Bial morreu cercada pela família, deixando ao filho um legado marcado pela força e pela lucidez nos seus últimos dias.

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