A Polícia Civil informou nesta terça-feira (25) que a moto pilotada por Lurrique Ferrari, de 36 anos, não apresentou falha aparente na primeira perícia realizada após o acidente que resultou na morte do piloto durante um show no Beto Carrero World, em Penha (SC). A análise é preliminar, e a possibilidade de defeito durante o salto ainda não está descartada

Lurrique Ferrari, 36 anos, morreu após bater a cabeça em uma rampa durante apresentação no Beto Carrero World, em Penha (SC). Foto: Arquivo pessoal.
Lurrique Ferrari, 36 anos, morreu após bater a cabeça em uma rampa durante apresentação no Beto Carrero World, em Penha (SC). Foto: Arquivo pessoal.

A Polícia Civil informou, nesta terça-feira (25), que a moto pilotada por Lurrique Ferrari, de 36 anos, não apresentou falha aparente na primeira perícia realizada após o acidente que resultou na morte do piloto durante um show no Beto Carrero World, em Penha (SC). A análise é preliminar, e a possibilidade de defeito durante o salto ainda não está descartada.

De acordo com o delegado Ângelo Cintra, responsável pelo caso, a perícia inicial ocorreu na segunda-feira (24) e outras avaliações técnicas serão feitas. Funcionários e testemunhas do espetáculo também serão ouvidos nos próximos dias. Segundo a corporação, não há indícios de que o piloto tenha sofrido mal súbito.

O acidente ocorreu no domingo (23), durante o show “Hot Wheels Epic Show”. Imagens gravadas pelo público mostram o momento em que Ferrari sobe por uma rampa enquanto seguia outro piloto. Ele salta, mas bate com a cabeça na estrutura seguinte antes de cair no chão.

O atleta foi levado ao Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí, passou por cirurgia, mas morreu em decorrência dos ferimentos.

Em nota, o Beto Carrero World afirmou que ativou seus protocolos internos para apurar o ocorrido, suspendeu o show por tempo indeterminado e que Ferrari recebeu atendimento imediato da equipe de bombeiros do parque.

Quem era Lurrique Ferrari

Natural de Adamantina (SP), Ferrari era atleta de wheeling e stunt, modalidades de manobras acrobáticas em motocicletas. Trabalhava no parque havia um ano e tinha carreira internacional, com apresentações na China e em Dubai.

A cunhada do piloto, Francieli Gomes, disse ao g1 SC que ele sempre sonhou em viver do motociclismo profissional.

 “Ele treinava todos os dias, incansável. Sempre dizia que ainda viveria da moto. No ano passado, em 23 de novembro, o sonho começou no Beto Carrero. Viveu intensamente esse sonho”, afirmou.

Próximos passos da investigação

A Delegacia de Penha abriu inquérito para apurar as circunstâncias do acidente. A partir das análises complementares no veículo e dos depoimentos de profissionais que trabalhavam no espetáculo, a polícia pretende identificar se houve falha mecânica, erro humano ou problemas na estrutura usada no show.

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