O perito e psiquiatra forense Hewdy Lobo, conhecido por atuar em casos de grande repercussão no país, como da Suzane Richthofen, concluiu o laudo psiquiátrico de Amanda Maria Souza da Oliveira, de 37 anos, investigada por fingir ser uma menina de 12 anos.
O perito e psiquiatra forense Hewdy Lobo, conhecido por atuar em casos de grande repercussão no país, como da Suzane Richthofen, concluiu o laudo psiquiátrico de Amanda Maria Souza da Oliveira, de 37 anos, investigada por fingir ser uma menina de 12 anos.

Amanda Maria Souza da Oliveira foi submetida a exame psiquiátrico após investigação. Foto: Divulgação.
Segundo informações divulgadas nesta terça-feira (21), o documento deverá ser entregue à Justiça em até 15 dias e poderá influenciar os próximos desdobramentos do caso.
Quem é o perito responsável pelo exame?
Hewdy Lobo é perito e psiquiatra forense e já participou de perícias em alguns dos casos criminais mais conhecidos do Brasil.
Entre eles estão os processos envolvendo Suzane von Richthofen, condenada pelo assassinato dos pais, a ex-deputada federal Flordelis e Adélio Bispo, autor do atentado a faca contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Agora, ele foi escolhido para realizar a avaliação psiquiátrica de Amanda Maria, cuja conduta passou a ser investigada após a descoberta de que utilizava uma identidade falsa.
Amanda foi indiciada por outro caso no Paraná
Além da investigação em Santa Catarina, Amanda também foi indiciada pela Polícia Civil do Paraná. Durante o interrogatório, a investigada negou as acusações relacionadas ao caso.
Segundo a corporação, ela é suspeita de ter enganado integrantes de um grupo de oração em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, ao afirmar que enfrentava um câncer em estágio terminal em 2021.
Caso ganhou repercussão nacional
Amanda foi presa em junho deste ano, depois que a Polícia Civil de Santa Catarina concluiu que ela havia assumido uma identidade falsa para se apresentar como uma adolescente de 12 anos.
De acordo com as investigações, ela dizia se chamar “Gabriele” e afirmava ter fugido do Pará após sofrer maus-tratos e violência sexual. A história sensibilizou integrantes de uma igreja em Joinville, que passaram a oferecer abrigo e ajuda financeira.
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O exame psiquiátrico concluído por Hewdy Lobo deverá ser encaminhado à Justiça nos próximos dias. O conteúdo do documento ainda não foi divulgado, e caberá ao Judiciário analisar o laudo no andamento do processo.
Família chegou a planejar adoção
De acordo com a investigação, Amanda viveu por cerca de 14 meses com uma família da comunidade religiosa. Para sustentar a falsa identidade, a mulher afirmava ser autista e dizia que traumas na infância teriam provocado alterações em seu desenvolvimento físico.
Ela teria sido tratada como filha pelos moradores, que organizaram uma festa de aniversário para celebrar seus supostos 12 anos e chegaram a manifestar interesse em formalizar a adoção.
Ainda segundo a polícia, ela reproduzia comportamentos infantilizados, como o uso de mamadeiras, chupetas, objetos de apego para dormir, além de falar com voz infantilizada e simular crises emocionais.
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