A Polícia Federal está analisando um pedido do Ministério da Justiça, com base em representação da deputada Dandara Tonantzin (PT-MG), para investigar o senador Flávio Bolsonaro por publicações que associam o presidente Lula ao ditador venezuelano Nicolás Maduro. A PF pode abrir um inquérito, arquivar o caso ou transferi-lo a outra instância. A solicitação foi recebida em 8 de janeiro, após ser encaminhada pelo então ministro Ricardo Lewandowski.

Flávio Bolsonaro (Foto:  Carlos Moura/Agência Senado)
Flávio Bolsonaro (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

A Polícia Federal (PF) está analisando um pedido para uma eventual investigação contra o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), relacionado a publicações nas redes sociais em que ele associa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao ditador venezuelano Nicolás Maduro. A solicitação chegou à corporação na última quinta-feira (8), após ser enviada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, então sob o comando de Ricardo Lewandowski.

O pedido foi formulado pela deputada federal Dandara Tonantzin (PT-MG) em 7 de janeiro e encaminhado pelo Ministério da Justiça à PF no dia seguinte. Nele, a parlamentar aponta que as declarações do senador configuram crimes contra a honra — como calúnia, difamação e injúria — por vincular o chefe do Executivo brasileiro a Maduro e a supostos ilícitos sem provas claras.

A representação menciona uma postagem em que Flávio Bolsonaro sugere que, com a captura de Maduro pelos Estados Unidos, haveria consequências para o chamado “Foro de São Paulo”, grupo de partidos de esquerda na América Latina. Dandara argumenta que tais afirmações extrapolam a imunidade parlamentar, pois não estariam ligadas diretamente ao exercício das funções legislativas.

Agora, a PF está na fase de análise preliminar do caso. A corporação pode:

  • abrir formalmente um inquérito policial para aprofundar a investigação;

  • entender que não há elementos suficientes para investigação e arquivar o pedido;

  • ou considerar que o caso não é de sua competência e encaminhá-lo para outra instância.

Até o momento, a PF não confirmou oficialmente a abertura de inquérito, e a defesa do senador ainda não detalhou resposta pública sobre o pedido de investigação.

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