A Polícia Federal indiciou o blogueiro bolsonarista Allan dos Santos pelos crimes de difamação, injúria, desobediência e incitação ao crime. O relatório foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A Polícia Federal indiciou o blogueiro bolsonarista Allan dos Santos pelos crimes de difamação, injúria, desobediência e incitação ao crime. O relatório foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A investigação teve início após a jornalista denunciar ao Supremo publicações que teriam sido manipuladas por Allan, contendo supostos diálogos no nome dela. Nas mensagens falsas, ela confessaria um plano do ministro Alexandre de Moraes para prender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
De acordo com o relatório enviado ao STF, Allan dos Santos teria atacado publicamente a comunicadora e desrespeitado decisões da Corte. “Valendo-se da internet e da criação de múltiplos perfis, teria sistematicamente cometido crimes contra a honra, incitado a desordem, contribuído para a animosidade entre os Poderes da República e para a polarização política”, afirma o documento.
Os investigadores apontam que as publicações do blogueiro tinham caráter pejorativo e conspiratório, incitando terceiros à prática de crimes. Segundo a PF, os conteúdos defendiam teorias da conspiração, questionavam o sistema eleitoral e atacavam autoridades e instituições.
Atualmente, Allan dos Santos é considerado foragido e já teve prisão decretada pelo Supremo em outro inquérito, no qual é acusado de lavagem de dinheiro, organização criminosa e incitação ao crime.
Nas redes sociais, o blogueiro repudiou a denúncia da PF, em sua conta no X (Antigo Twitter) “Avisem a @policiafederal que a distância daqui é a mesma para daí pra cá. Estou ocupado e sem vontade alguma de ir ao Brasil. Bjs”, disse ele que vive na Flórida, Estados Unidos.
Já em sua conta no Instagram, o influenciador escreveu “Ô PF! Enrola o pedido e enfia no c* de quem escreveu a denúncia contra mim”.
Quem é Allan dos Santos
Allan Lopes dos Santos, 42 anos, é jornalista e youtuber. Ganhou notoriedade como discípulo de Olavo de Carvalho e tornou-se um dos nomes mais influentes da extrema-direita brasileira nas redes sociais. Fundador do extinto portal Terça Livre, é apontado como um dos integrantes do chamado “Gabinete do Ódio” durante o governo Bolsonaro.

