A Polícia Federal extraiu do celular de Jair Bolsonaro áudios e conversas apagadas com Eduardo Bolsonaro e Silas Malafaia, que, segundo investigadores, reforçam tentativas de intimidar autoridades e atrapalhar inquéritos sobre a trama golpista. Mensagens indicam ainda debate sobre pedido de asilo ao presidente da Argentina. O inquérito, aberto a pedido da PGR, foi prorrogado por Alexandre de Moraes.
A Polícia Federal indiciou nesta quarta-feira (20) Jair Bolsonaro e o filho dele, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por coação a autoridades envolvidas no processo da tentativa de golpe de Estado.
Segundo a PF, há indícios de que o ex-presidente e o parlamentar licenciado tentaram interferir no andamento da ação penal, na qual Jair Bolsonaro é réu.
Durante a investigação, a PF teve acesso a mensagens extraídas de um celular apreendido com o ex-presidente. O relatório aponta que Bolsonaro participou de uma “intensa produção e propagação de mensagens destinadas às redes sociais, em afronta à medida cautelar anteriormente imposta”.
Um trecho do documento cita mensagens do pastor Silas Lima Malafaia enviadas em 25 de julho de 2025, instruindo Bolsonaro a disparar vídeos nas redes sociais:
“ATENÇÃO! Dispara esse vídeo às 12h”
“Se você se sente participante desse vídeo, compartilhe. Não podemos nos calar!”
Quanto a Eduardo Bolsonaro, o relatório afirma que o parlamentar licenciado passou a publicar conteúdos em inglês, com o objetivo de atingir o público internacional, além de coagir autoridades públicas brasileiras e prejudicar o andamento da ação penal AP 2668/DF.
