Mensagens de cunho sexual atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro foram enviadas pela Polícia Federal à CPMI que investiga fraudes no INSS e acabaram causando constrangimento entre parlamentares. O material, que não teria relação direta com os crimes apurados pela comissão, surpreendeu deputados durante a análise dos dados. Após a divulgação, o caso também repercutiu nas redes sociais, onde internautas reagiram com críticas e ironias.
Mensagens íntimas atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro enviadas pela Polícia Federal à CPMI que investiga irregularidades no INSS causaram surpresa e constrangimento entre parlamentares que participam da comissão.
O material inclui diálogos de teor sexual trocados em 2024 entre Vorcaro e sua então namorada, Martha Graeff. Segundo relatos de integrantes da CPMI, o conteúdo não tem relação com os crimes investigados pela comissão, o que aumentou o desconforto durante a leitura das conversas.
Deputados ouvidos sobre o caso classificaram a situação como “chocante” e “constrangedora”, já que os parlamentares estavam analisando os diálogos em busca de possíveis evidências de irregularidades quando se depararam com o conteúdo íntimo.
No mês passado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou a devolução de dados sigilosos de Vorcaro à CPMI. A decisão reverteu um entendimento anterior que havia barrado o acesso ao material, mas determinou que a Polícia Federal realizasse uma seleção para encaminhar apenas informações relacionadas ao escopo da investigação.
A defesa de Daniel Vorcaro reagiu e informou que solicitou ao STF a abertura de uma investigação para apurar a origem de sucessivos vazamentos de informações sigilosas provenientes dos celulares apreendidos durante a apuração.
Segundo os advogados, o espelhamento dos dados dos aparelhos foi entregue à defesa apenas no dia 3 de março de 2026, e o material foi lacrado imediatamente para preservar o sigilo das informações. Ainda assim, diálogos que seriam privados começaram a aparecer em reportagens nos últimos dias.
Posição da defesa
A defesa afirma que as mensagens divulgadas incluem conversas pessoais e íntimas, além de diálogos que envolveriam terceiros sem relação com os fatos investigados. Também aponta que parte do material divulgado pode ter sido editado ou retirado de contexto.
No pedido apresentado ao Supremo, os advogados ressaltam que a intenção não é investigar jornalistas ou veículos que receberam as informações, mas identificar quem teve acesso ao conteúdo sigiloso e pode ter descumprido o dever legal de preservar o material.
Enquanto isso, o episódio ganhou repercussão nas redes sociais. Internautas reagiram à divulgação das conversas com ironia, e as expressões “peleleca” e “pala agola” passaram a circular entre comentários sobre o caso.
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