A nova acusação tramita separadamente de outros processos e, caso seja aceita pelo STF, os três se tornarão réus

Procurador-Geral da República (PGR), Paulo Gonet  (Foto: Fellipe Sampaio /STF)
Procurador-Geral da República (PGR), Paulo Gonet (Foto: Fellipe Sampaio /STF)

A Procuradoria-Geral da República (PGR) formalizou nesta sexta-feira (13) uma nova denúncia relacionada ao assassinato da vereadora Marielle Franco. A acusação mira os policiais Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, Giniton Lages e Marco Antonio de Barros Pinto por suposta participação em associação criminosa e atos para dificultar o andamento das apurações.

De acordo com a peça acusatória, os investigados teriam atuado para interferir em inquéritos e favorecer a impunidade em crimes atribuídos a grupos ilegais. O documento aponta ainda que haveria influência sobre investigações envolvendo milícias e contraventores no Rio de Janeiro, sobretudo em disputas por áreas de atuação e atividades ilícitas, como jogos clandestinos.

A nova denúncia integra o conjunto de medidas judiciais que buscam esclarecer responsabilidades e possíveis tentativas de atrapalhar a elucidação do crime. As acusações ainda serão analisadas pelo Judiciário.

Atuação para atrapalhar investigações

Em uma nova denúncia, um suposto padrão de interferência em investigações ligado ao caso da vereadora Marielle Franco. Segundo a acusação, o grupo teria atuado para prejudicar apurações por meio do desaparecimento de provas, ocultação de evidências, falhas na preservação de material probatório e condução de diligências consideradas ineficazes.

O documento também cita a retirada de inquéritos de delegados fora do esquema, além do uso de depoimentos falsos e da responsabilização de pessoas inocentes. De acordo com a PGR, a organização teria se estruturado dentro da Polícia Civil do Rio de Janeiro e seria liderada por Rivaldo Barbosa.

A acusação sustenta ainda que o grupo se aproveitava de um contexto descrito como “mercantilização de homicídios” no estado. Os investigadores afirmam que Rivaldo teria concordado previamente com o plano de execução da parlamentar e assumido o compromisso de evitar a responsabilização dos autores.

Marielle Franco (Foto: Reprodução)

Acusados terão prazo para defesa

O policial já responde a processos por organização criminosa e homicídio no caso que apura as mortes de Marielle e do motorista Anderson Gomes. Esse julgamento está previsto para ocorrer na última semana de fevereiro na Supremo Tribunal Federal.

A denúncia mais recente tramita de forma independente. Agora, os acusados terão prazo para apresentar defesa preliminar. Depois dessa etapa, caberá ao STF avaliar se há elementos suficientes para abrir ação penal. Caso a Corte aceite a denúncia, os investigados passam à condição de réus.

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