Um voo da Air Canada com 61 passageiros a bordo precisou realizar um pouso de emergência após o comandante passar mal durante a viagem entre Newark (EUA) e Halifax, no Canadá. Diante da situação, o copiloto assumiu o controle da aeronave e desviou a rota para Boston, onde o pouso foi realizado com segurança.

Piloto passa mal a bordo  (Foto: Reprodução/WCVC News)
Piloto passa mal a bordo (Foto: Reprodução/WCVC News)

Um voo da Air Canada que fazia o trajeto entre Newark, em Nova Jersey (EUA), e Halifax, na província canadense da Nova Escócia, precisou alterar sua rota após o comandante sofrer um problema de saúde durante a viagem. O caso ocorreu na quarta-feira (24).

Piloro sendo retirado do avião (Foto: reprodução/ABC News)

De acordo com informações iniciais, o episódio ocorreu enquanto a aeronave ainda estava em operação, levando o copiloto a assumir imediatamente o controle do avião. Passageiros relataram momentos de instabilidade, com a aeronave apresentando oscilações, o que gerou tensão a bordo.

Diante da situação, a tripulação decidiu realizar um pouso alternativo de emergência no aeroporto de Boston, nos Estados Unidos, garantindo a segurança dos ocupantes.

O voo AC7664 era operado pela companhia regional PAL Airlines em parceria com a Air Canada e transportava 61 passageiros no momento do incidente.  O caso foi divulgado por veículos da imprensa norte-americana, incluindo a ABC News, e deve ser investigado pelas autoridades aeronáuticas competentes.

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Passageiros relatam momentos de tensão

A Air Canada informou que o comandante do voo sofreu uma emergência médica durante o trajeto e ficou incapacitado enquanto a aeronave ainda estava em operação.

Segundo a companhia, ele foi removido da cabine de comando seguindo todos os protocolos de segurança e, após o pouso de emergência, encaminhado a um hospital. O estado de saúde do piloto não foi divulgado.

Passageiros relataram momentos de forte tensão a bordo, descrevendo o comportamento do avião como incomum e diferente de uma turbulência convencional.

Um dos ocupantes, Rodney McDonald, que viajava com a esposa e os dois filhos, contou à emissora ABC News que percebeu a gravidade da situação quando o avião começou a apresentar movimentos fora do padrão.

“No momento em que o avião desviou a rota, soube que algo estava errado, pois não era turbulência. Parecia mesmo que alguém tinha dado um puxão brusco nos controles, e isso aconteceu repetidamente. Todo tipo de pensamento passa pela sua cabeça, você começa a rezar. Meus filhos começaram a rezar imediatamente”, relatou o passageio.

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Comissários são elogiados

Segundo ele, a tripulação precisou atuar por cerca de 40 minutos para tentar estabilizar a situação a bordo, utilizando cintos de segurança para imobilizar o piloto enquanto a aeronave seguia em operação.

“Foi realmente aterrorizante. Eu estava sentado na primeira fileira e minha família estava mais atrás. Voltei para onde eles estavam e percebi que o piloto estava fisicamente fora de controle, não de forma violenta, mas estava claro que ele não tinha domínio sobre suas faculdades mentais e precisava ser contido”, afirmou.

O passageiro destacou a atuação da equipe de bordo, afirmando que os comissários mantiveram a calma e conduziram os procedimentos com profissionalismo até o desfecho do caso. Ele também agradeceu o trabalho realizado durante toda a ocorrência.

Durante a emergência, um enfermeiro que estava entre os passageiros prestou os primeiros socorros e auxiliou na orientação dos demais ocupantes, contribuindo para o controle da situação dentro da cabine.

No momento do pouso de emergência no Aeroporto Logan, em Boston, equipes médicas já aguardavam a aeronave na pista. O comandante foi encaminhado para atendimento hospitalar assim que a aeronave aterrissou, enquanto os passageiros desembarcaram em segurança e sem ferimentos.

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