O piloto que morreu após a queda de um avião em uma área rural de Altair, na madrugada do sábado (18), já havia sido investigado por envolvimento em um esquema de transporte de drogas por aeronaves.
O piloto que morreu após a queda de um avião em uma área rural de Altair, na madrugada do sábado (18), já havia sido investigado por envolvimento em um esquema de transporte de drogas por aeronaves.

Reprodução | Muryel Boian / TV TEM
Segundo informações da polícia, ele foi alvo da Operação Flight Radar, deflagrada pela Polícia Federal em 2023. A investigação começou após a apreensão de um avião no aeródromo de Fátima do Sul, em dezembro de 2022. A vítima foi identificada como Gabriel Bispo Gonçalves, morador de Ponta Porã.
Investigação apontou uso de aeronaves para tráfico
Na época, a operação buscava identificar integrantes de um grupo suspeito de utilizar aviões para transportar drogas em rotas que incluíam a região de fronteira com o Paraguai.
Embora Gabriel Bispo Gonçalves fosse apontado como proprietário da aeronave apreendida, outro homem pilotava o avião no momento da interceptação realizada pela Força Aérea Brasileira. O piloto foi preso em flagrante.
Durante depoimento, ele afirmou que havia decolado de Campo Grande com destino à região de fronteira com o Paraguai, onde carregaria cerca de 300 quilos de cocaína. A droga seria levada até São Paulo, e o transporte renderia cerca de R$ 80 mil.
No entanto, a operação não foi concluída. O piloto relatou que decolou às pressas após receber aviso de que poderia ser interceptado por forças policiais.
Irregularidades foram identificadas
Na abordagem realizada durante a investigação, as autoridades também identificaram irregularidades na aeronave. A licença do piloto estava vencida desde 2018, e o avião não possuía autorização para voar, pois o certificado de aeronavegabilidade estava suspenso. Além disso, um pequeno volume de maconha foi encontrado com o suspeito.
Aeronave também tinha problemas na documentação
O avião pilotado por Gabriel Bispo Gonçalves no acidente deste sábado também apresentava irregularidades. O monomotor, modelo Cessna U206E, estava com o certificado de aeronavegabilidade suspenso desde o dia 9 deste mês, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil. Isso significa que a aeronave não poderia estar em operação.
O acidente ocorreu por volta de 0h45, em uma fazenda localizada na região de uma usina de cana-de-açúcar. Um funcionário relatou ter visto um clarão seguido de incêndio, o que levou ao acionamento do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar.
Investigação vai apurar causas da queda
Quando as equipes chegaram ao local, encontraram destroços espalhados pelo canavial. A área foi isolada para a realização de perícia.
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão ligado à Força Aérea Brasileira, foi acionado e ficará responsável por investigar as causas do acidente. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o que provocou a queda da aeronave.
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