Novas informações apontam que a morte do adolescente Rodrigo Castanheira (16), em Brasília, pode estar relacionada à atuação recorrente de um grupo de jovens envolvidos em episódios de violência. O principal suspeito é Pedro Turra (19), apontado como chefe do grupo.

Pedro Turra e Rodrigo Castanheira
Pedro Turra e Rodrigo Castanheira

Novas informações apontam que a morte do adolescente Rodrigo Castanheira (16), em Brasília, pode estar relacionada à atuação recorrente de um grupo de jovens envolvidos em episódios de violência. O principal suspeito é Pedro Turra (19), apontado como chefe do grupo.

Pedro Turra

Pedro Turra, ex-piloto || Reprodução: Redes Sociais

Morte após agressão em festa

O caso aconteceu na madrugada de 23 de janeiro, após uma festa em um condomínio de alto padrão na capital federal. De acordo com testemunhas, Rodrigo foi agredido com socos na cabeça durante uma briga. Mesmo após conseguir relatar ao pai o que havia ocorrido, o adolescente não resistiu aos ferimentos e morreu dias depois, em decorrência de lesões graves no crânio.

As investigações indicam que a agressão pode não ter sido um ato isolado. Mensagens trocadas antes do confronto levantam a hipótese de premeditação. Os detalhes sobre o caso foram revelados em uma reportagem do programa Domingo Espetacular, da TV Record, exibida no domingo (03).

Relatos apontam padrão de violência

Outros jovens afirmam ter sido vítimas do mesmo grupo em ocasiões anteriores. O estudante de engenharia Arthur Valentim relatou ter sido cercado e espancado por Pedro Turra e amigos meses antes do caso que terminou em morte.

Segundo ele, a agressão teria sido motivada por um desentendimento envolvendo a namorada do suspeito. Arthur afirma que foi atacado com socos, estrangulamento e chutes, e que só conseguiu escapar após simular a chegada da polícia. A testemunha Ester Alves disse que chegou a alertar Arthur sobre o risco iminente de ataque, mas não houve tempo para evitar as agressões.

Outros episódios sob investigação

Além do caso envolvendo Arthur, há registros de outras ocorrências atribuídas ao mesmo grupo. Em julho de 2025, imagens mostram uma nova agressão após uma discussão de trânsito, reforçando a suspeita de um comportamento violento recorrente. A polícia trabalha com a hipótese de que os envolvidos atuavam de forma organizada, escolhendo alvos e agindo em grupo.

Defesa nega premeditação

A defesa de Pedro Turra sustenta que não houve planejamento prévio para o ataque que resultou na morte de Rodrigo Castanheira. Apesar disso, elementos reunidos pela investigação apontam indícios contrários.

Até o momento, sete pedidos de habeas corpus apresentados pela defesa foram negados pela Justiça. O caso segue em andamento e deve avançar para julgamento. Apesar disso, não há qualquer informação sobre uma suposta investigação formal responsabilizando os envolvidos por formação de grupo.

Investigação continua

A Polícia Civil apura a extensão da atuação do grupo e busca esclarecer se há outras vítimas. O caso ganhou repercussão pela gravidade e pela possibilidade de existência de uma espécie de “gangue urbana” atuando na capital federal. O caso deve ser levado aos tribunais ainda em maio.

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