A Prefeitura de Cruzeiro do Oeste pintou túmulos com “X” vermelhos para identificar jazigos abandonados, provocando revolta de familiares e moradores. A administração explica que a ação faz parte de recadastramento do cemitério e orienta que famílias procurem o setor de Tributação. Críticas destacam falta de diálogo e sugerem métodos menos agressivos, como etiquetas ou registros internos.
A recente marcação de túmulos com “X” vermelhos no Cemitério Municipal de Cruzeiro do Oeste, no noroeste do Paraná, provocou indignação entre familiares de pessoas enterradas no local e moradores da cidade. A ação, realizada pela Prefeitura, tem como objetivo identificar sepulturas abandonadas ou com registros desatualizados, mas a escolha da cor e do símbolo gerou desconforto.
Segundo a administração municipal, a iniciativa faz parte de um levantamento cadastral conduzido pelo setor de Tributação, destinado a organizar o espaço e localizar os responsáveis pelos jazigos. No entanto, a medida não foi bem recebida. Diversos visitantes do cemitério e usuários das redes sociais classificaram a pintura como “desrespeitosa” e “desnecessária”.
Em nota, a Prefeitura pediu calma e orientou os familiares a procurarem o Setor de Tributação caso encontrem o “X” em túmulos de entes queridos, ressaltando que a marcação não significa qualquer desrespeito, mas sim que os jazigos apresentam sinais de abandono, como falta de manutenção ou ausência de identificação.
Moradores sugeriram alternativas menos impactantes, como etiquetas discretas ou registros internos, e criticaram a falta de diálogo prévio com a população. A repercussão negativa se deu justamente pela forma visual agressiva da sinalização, que causou estranheza e revolta entre aqueles que visitam o cemitério.
Especialistas em gestão pública e patrimônio funerário afirmam que ações de recadastramento em cemitérios municipais são comuns, mas reforçam a importância de ampla divulgação e comunicação clara para evitar mal-entendidos e interpretações negativas por parte da comunidade.
A Prefeitura informou que seguirá com o levantamento cadastral, mas deve reforçar a orientação aos familiares e a comunicação pública sobre o procedimento.
