A investigação sobre o sequestro e assassinato dos irmãos empresários Edmilson Souza Salviano, conhecido como Biu, e Edvaldo Souza Salviano, o Valdo, ganhou novos desdobramentos. A Polícia Civil de Pernambuco trabalha com a hipótese de que um desacordo comercial tenha motivado o crime, enquanto a Justiça manteve preso preventivamente o principal suspeito, Lázaro José da Silva Filho, conhecido como “Novinho”.

Biu e Valdo Salviano. (Reprodução)
Biu e Valdo Salviano. (Reprodução)

A investigação sobre o sequestro e assassinato dos irmãos empresários Edmilson Souza Salviano, conhecido como Biu, e Edvaldo Souza Salviano, o Valdo, ganhou novos desdobramentos. A Polícia Civil de Pernambuco trabalha com a hipótese de que um desacordo comercial tenha motivado o crime, enquanto a Justiça manteve preso preventivamente o principal suspeito, Lázaro José da Silva Filho, conhecido como “Novinho”.

(Foto: Reprodução)

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Os irmãos foram sequestrados no último domingo (05), em Ouricuri, no Sertão de Pernambuco, e encontrados mortos horas depois às margens da rodovia PE-122, em Exu.

Justiça mantém suspeito preso

A prisão em flagrante de Lázaro foi convertida em preventiva durante audiência de custódia. Na decisão, o juiz Eugênio Jacinto Oliveira Filho destacou que há indícios robustos de autoria e afirmou que o investigado teria se aproveitado da relação de confiança que mantinha com a família para cometer o crime.

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Segundo as investigações, Lázaro trabalhava como marchante e fornecia carnes para o frigorífico de Edvaldo. Além da relação comercial, ele frequentava com frequência a casa de Edvaldo e a propriedade rural de Edmilson, sendo considerado uma pessoa de confiança pelos empresários e seus familiares.

Desacordo comercial é principal hipótese

A principal linha de investigação aponta que o duplo homicídio pode ter sido motivado por um desentendimento comercial. De acordo com as apurações, Edvaldo teria decidido encerrar a parceria e deixar de comprar carnes fornecidas por Lázaro.

A polícia acredita que o histórico de amizade entre eles fez com que os irmãos não desconfiassem da emboscada. Os investigadores também analisam movimentações financeiras recentes para verificar se houve tentativa de cobrança de dívida ou extorsão antes do crime.

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Áudios reforçam suspeitas

Mensagens de áudio enviadas por Edvaldo durante o sequestro também passaram a integrar o inquérito. Nas gravações, o empresário demonstra preocupação com o comportamento de Lázaro e relata que o marchante apresentava sinais de descontrole, o que reforça a suspeita de que a relação entre ambos havia se deteriorado pouco antes do crime.

As autoridades também investigam se outras pessoas participaram da ação criminosa. A dinâmica do sequestro levanta a hipótese de que Lázaro tenha contado com a ajuda de comparsas para render, transportar e executar os dois empresários.

Investigações continuam

Lázaro José da Silva Filho permanece preso no sistema prisional de Salgueiro. Enquanto isso, a Polícia Civil de Pernambuco segue reunindo provas para esclarecer completamente a motivação do crime e identificar possíveis outros envolvidos no duplo homicídio.

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