A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito sobre a tentativa de feminicídio contra Ana Cláudia da Silva Souza, jogada de um penhasco pelo ex-marido na Serra do Rola Moça.

Polícia conclui investigação sobre mulher jogada em penhasco pelo ex; saiba detalhes

O caso da diarista Ana Cláudia da Silva Souza, de 41 anos, que sobreviveu após ser jogada de um penhasco na Serra do Rola Moça, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, terá um novo desdobramento nesta segunda-feira (29). A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito que apurou a tentativa de feminicídio e apresentará os detalhes da investigação em entrevista coletiva.

Suspeito de jogar a ex no penhasco confessou o crime - Foto: Reprodução

Suspeito de jogar a ex no penhasco confessou o crime – Foto: Reprodução

Ana Cláudia foi resgatada com vida pelo Corpo de Bombeiros no dia 26 de maio, após passar horas desaparecida em uma área de difícil acesso. O principal suspeito do crime é o ex-marido da vítima, Silvanildo Manso de Araújo, de 52 anos, preso preventivamente em Várzea da Palma, no Norte de Minas Gerais.

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Ex não aceitava o fim do relacionamento

De acordo com as investigações, Ana Cláudia desapareceu no dia 25 de maio, depois de sair de casa para levar a filha de nove anos à escola.

Pouco depois, ela foi abordada pelo ex-companheiro, que a ameaçou com um canivete e a obrigou a entrar em seu carro. Durante o trajeto, Silvanildo teria afirmado diversas vezes que iria matar a ex-esposa e chegou a parar em diferentes pontos da Serra do Rola Moça para escolher o local onde cometeria o crime.

Sem conseguir contato com a mãe, a filha da vítima acionou familiares e a polícia. Durante as buscas, os investigadores receberam a informação de que o suspeito havia contado a um amigo que pretendia jogar Ana Cláudia de um penhasco.

Mesmo após o ataque, Silvanildo enviou uma mensagem à filha tentando afastar qualquer suspeita.

“Se alguém falar para você que papai fez alguma coisa contra a sua mãe é mentira, viu? Papai não tem coragem de fazer isso, não. Papai te ama muito.”

Segundo a Polícia Civil, o casal havia encerrado o relacionamento em fevereiro deste ano. Desde então, Silvanildo passou a perseguir Ana Cláudia, que chegou a obter uma medida protetiva poucos dias antes do crime.

Ele deverá responder por tentativa de feminicídio e estupro.

Reencontro emocionante com bombeiro que salvou a vítima

Dias após receber alta hospitalar, Ana Cláudia reencontrou o sargento Fernando Rodrigues, um dos militares responsáveis pelo resgate.

O encontro foi marcado por emoção e gratidão. O bombeiro permaneceu ao lado da vítima por cerca de duas horas, tranquilizando-a enquanto aguardava a chegada da equipe especializada que realizou a retirada do penhasco.

“Estava louca para encontrar, para dar um abraço, para falar o quanto isso foi importante para mim. Fez muita diferença”, afirmou Ana Cláudia em entrevista a RECORD.

Ela contou que já estava completamente debilitada quando foi localizada.

“Ali eu já estava sem força, totalmente desidratada. Eu acho que ali era o meu limite”, relembrou.

Segundo a diarista, a maneira como foi acolhida pelo militar foi decisiva para que mantivesse a esperança durante o resgate.

“O jeito que ele chegou conversando, me tranquilizando… parecia que a gente já se conhecia. Isso fez toda a diferença.”

A expectativa agora é que a Polícia Civil detalhe as conclusões da investigação e confirme os indiciamentos durante a coletiva marcada para esta segunda-feira.

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