A Polícia Civil de São Paulo investiga se o atentado contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel, de 39 anos, tem relação com uma operação realizada em maio de 2024 que terminou com a morte de Márcio Silva de Oliveira, conhecido como “Fatióli”, apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC).
A Polícia Civil de São Paulo investiga se o atentado contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel, de 39 anos, tem relação com uma operação realizada em maio de 2024 que terminou com a morte de Márcio Silva de Oliveira, conhecido como “Fatióli”, apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC).

O tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Segundo a principal linha de investigação, o oficial pode ter sido alvo de um ataque em represália por ter participado da ação policial que terminou com a morte de Fatióli. A informação foi divulgada pelo colunista Josmar Jozino, do UOL.
Operação terminou com a morte de dois suspeitos
O confronto ocorreu na madrugada de 22 de maio de 2024, na Avenida dos Estados, no bairro Ipiranga, na Zona Sul de São Paulo. De acordo com o boletim de ocorrência, policiais da Rota receberam uma denúncia de que Márcio Silva de Oliveira deixava uma reunião na comunidade de Heliópolis em um veículo Peugeot. Equipes foram deslocadas para a região e localizaram o automóvel.
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Os policiais afirmaram que, durante a abordagem, Fatióli atirou contra a equipe com uma pistola calibre 9 mm. Ainda conforme os relatos, Lucas Rodrigues Gomes Chaves, de 26 anos, que o acompanhava, também efetuou disparos utilizando um revólver calibre 38.
Os agentes reagiram. Márcio foi atingido por disparos de fuzil na cabeça e levado ao Pronto-Socorro do Tatuapé, enquanto Lucas foi socorrido ao Hospital Heliópolis. Os dois morreram.

Tenente da PM é baleado na cabeça em São Caetano do Sul — Foto: Arquivo Pessoal
Segundo a Polícia Civil, o Peugeot apresentava dez perfurações provocadas por tiros. No veículo, os policiais disseram ter encontrado um fuzil Colt calibre 5.56 com numeração raspada, munições e coletes balísticos, além das armas que estariam com os suspeitos.
Ronickson Pimentel integrava uma das equipes da Rota que participou da ocorrência. Na ocasião, ele portava um fuzil FN Scar calibre 7,62, que foi apreendido para perícia, assim como as armas utilizadas pelos demais policiais envolvidos.
O registro da ocorrência também informa que os militares utilizavam câmeras corporais. No entanto, as imagens não foram apresentadas durante o plantão policial para análise inicial.
Polícia apura ligação entre os casos
Segundo a Polícia Civil, Fatióli era apontado como uma das principais lideranças do PCC na comunidade de Heliópolis e figurava entre os integrantes da facção que estavam em liberdade. Horas após sua morte, ele e Lucas receberam homenagens de integrantes de uma escola de samba. Agora, os investigadores trabalham para esclarecer se a morte do criminoso motivou o atentado sofrido pelo tenente Ronickson.
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Tenente foi baleado na nuca
O ataque aconteceu em 27 de junho deste ano, quando Ronickson Pimentel voltava de uma academia em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Segundo as investigações, o policial parou sua motocicleta em um semáforo quando outra moto, ocupada por dois homens, se aproximou. O passageiro efetuou um disparo que atingiu a nuca do oficial. Ronickson permanece internado em estado grave.
Prisões e confrontos são investigados
Até o momento, três pessoas foram presas por suspeita de participação no atentado. Além disso, outros seis suspeitos morreram em confrontos com equipes da Rota durante operações realizadas após o ataque. A Polícia Civil apura todas essas mortes.
Os investigadores ainda aguardam acesso ao celular do tenente, que poderá fornecer informações relevantes para a apuração. Embora a hipótese de participação do PCC seja considerada a principal linha de investigação, a Polícia Civil informou que outras possibilidades continuam sendo analisadas.
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