Arthur da Rosa Carneiro, de 2 anos, desapareceu de casa em Tibagi (PR) e sua mamadeira foi achada às margens do Rio Tibagi. A polícia investiga se o menino foi vítima de crime ou se se perdeu e caiu no rio. Vestígios biológicos foram coletados e enviados para análise, e o Amber Alert foi acionado. As buscas, que já duram cinco dias, envolvem drones, cães e mergulhadores. Nenhuma hipótese foi descartada.

Equipes fazem buscas em rio e área de mata próximos à casa de criança desaparecida no PR - Foto: reprodução/redes sociais
Equipes fazem buscas em rio e área de mata próximos à casa de criança desaparecida no PR - Foto: reprodução/redes sociais

O desaparecimento de Arthur da Rosa Carneiro, de apenas 2 anos, mobiliza forças de segurança, mergulhadores e equipes de resgate há cinco dias em Tibagi, nos Campos Gerais do Paraná.

A criança desapareceu na manhã de quinta-feira (9), de dentro da própria casa, e desde então nenhum sinal concreto do paradeiro dela foi encontrado — apenas a mamadeira de Arthur, localizada às margens do Rio Tibagi, a cerca de 500 metros da residência.

A descoberta do objeto levantou suspeitas de que o menino possa ter saído sozinho de casa e se afogado. No entanto, as autoridades não descartam a possibilidade de crime. O delegado Guilherme Barbosa de Lima, responsável pelo caso, afirmou em nota que “nenhuma hipótese foi descartada”, e que as diligências continuam de forma intensa e sigilosa.

“A Polícia Civil do Paraná segue trabalhando intensamente em campo, bem como na análise de imagens e outros dados relevantes, com o objetivo de obter novas informações e prosseguir com a identificação e oitiva de novas testemunhas”, informou o delegado.

Segundo a corporação, familiares, vizinhos e testemunhas foram ouvidos, e vestígios biológicos encontrados durante as buscas foram enviados para análise pela Polícia Científica. Também foram recolhidos dispositivos eletrônicos e realizado o coletor de material genético dos pais, para comparação com possíveis amostras da criança.

Buscas intensas em rio e mata

As buscas começaram imediatamente após o desaparecimento ser notado. Segundo a Polícia Militar, a responsável pela criança percebeu que Arthur não estava em casa e pediu ajuda de vizinhos e familiares, que iniciaram as buscas ainda pela manhã.

Desde então, Corpo de Bombeiros, PM e voluntários têm percorrido a área com apoio de cães farejadores, drones com câmeras térmicas, barcos infláveis e sonares para varredura subaquática. A região tem matas densas e acesso ao Rio Tibagi, o que amplia as dificuldades no trabalho de resgate.

Até o momento, a única evidência confirmada foi a mamadeira do menino, encontrada nas margens do rio ainda no primeiro dia de buscas.

Amber Alert é acionado

Diante da gravidade do caso, o desaparecimento de Arthur foi incluído no Amber Alert, sistema de alerta de emergência criado para ampliar a divulgação de casos de desaparecimento de crianças. O alerta é enviado a usuários do Facebook, Instagram e WhatsApp que estão em um raio de 160 quilômetros do local onde a criança foi vista pela última vez.

Essa ferramenta é fruto de uma parceria entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Meta, empresa dona das redes sociais. Criado nos Estados Unidos, o Amber Alert começou a ser usado no Brasil em 2024 e já foi considerado essencial em casos recentes de desaparecimento.

Por meio do sistema, as redes exibem fotos e descrições da criança desaparecida, além de informações sobre possíveis suspeitos ou veículos envolvidos. As mensagens permanecem visíveis por até 24 horas e podem ser renovadas quando surgem novas informações.

Polícia pede cautela e sigilo

Em nota divulgada nesta segunda-feira (13), a Polícia Civil do Paraná pediu que a população e a imprensa evitem conclusões precipitadas sobre o caso. O delegado responsável reforçou que as investigações estão sendo conduzidas com rigor técnico e sigilo absoluto para proteger dados sensíveis e preservar a integridade da família.

“As diligências estão sendo conduzidas com rigor técnico e com o sigilo necessário à preservação de dados sensíveis. Nenhuma hipótese deve ser tratada como definitiva até o encerramento das investigações”, destacou Barbosa de Lima.

Qualquer informação que possa ajudar nas investigações pode ser repassada aos seguintes canais:

  • 197 – Polícia Civil do Paraná

  • 181 – Disque-Denúncia

  • 190 – Polícia Militar

  • (41) 3270-3350 – Sicride (Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas)

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