A Polícia Civil identificou dois suspeitos ligados ao assassinato do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes em Praia Grande. Um deles já tinha antecedentes criminais e ambos tiveram pedidos de prisão solicitados. Investigação não descarta participação de agentes públicos.
A Polícia Civil de São Paulo segue investigando a execução do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, morto a tiros na noite de segunda-feira (15) em Praia Grande, litoral paulista. A corporação ouviu o depoimento da mãe de um dos suspeitos e cumpriu oito mandados de busca e apreensão em endereços na capital e na Grande São Paulo. Até o momento, dois homens foram identificados como suspeitos de envolvimento no crime, ambos com pedidos de prisão solicitados.
O primeiro suspeito, identificado na manhã de terça-feira (16), já tinha antecedentes criminais e havia sido apreendido quando ainda era menor de idade. Ele não teria sido um dos autores dos disparos, e a polícia apura seu papel exato na execução. O segundo homem foi identificado por meio de perícia realizada no local do crime.
Imagens de câmeras de segurança mostram o início da emboscada. Um veículo utilizado pelos criminosos foi estacionado próximo à Prefeitura de Praia Grande, onde Ruy Ferraz atuava como secretário de Administração. Após cerca de 14 minutos, o carro da vítima passou ao lado do veículo dos criminosos e foi alvo de tiros. Ferraz tentou fugir, mas colidiu com um ônibus após percorrer aproximadamente 2,5 km e acabou sendo executado.
Autoridades da Secretaria de Segurança Pública não descartam a participação de agentes públicos no crime. Além de ter sido inimigo do Primeiro Comando da Capital (PCC) quando atuava como delegado, Ruy Ferraz tinha inimizades dentro da própria polícia e, como secretário, poderia ter contrariado interesses locais. Internamente, a execução tem sido comparada à morte do corretor de imóveis Vinícius Gritzbach, assassinado em Guarulhos, em que PMs foram suspeitos de envolvimento a mando da facção.
A investigação continua, com todas as linhas sendo consideradas, e novas diligências estão em andamento para elucidar totalmente a dinâmica do crime e identificar todos os envolvidos.
