As crianças passaram mal após consumirem uma refeição preparada em casa, sendo levadas ao hospital com sintomas graves. A menina não resistiu, enquanto o irmão segue internado. Perícias foram realizadas na residência, com coleta de materiais e apreensão de celulares para análise.
Suspeita de envenenamento por “chumbinho”
O delegado disse que a principal linha de investigação aponta para a possibilidade de envenenamento por “chumbinho”, hipótese considerada compatível com o intervalo de tempo entre a ingestão dos alimentos e o surgimento dos sintomas nas crianças. A suspeita é de que a substância tenha sido ingerida durante o jantar.
Segundo ele, após as refeições, era hábito dos moradores descartar restos de comida no quintal da residência, onde há um galinheiro. No entanto, as aves permaneciam presas e, de acordo com as informações apuradas, não tiveram acesso aos alimentos.
Diante disso, a apuração busca esclarecer se os gatos encontrados mortos ingeriram algum resíduo contaminado no quintal ou se houve outro tipo de contato com as crianças que possa explicar a possível contaminação.
“Até o momento, nenhum tutor reivindicou esses gatos, mas seriam animais da vizinhança, inclusive isso é objeto de investigação, onde buscamos saber se os gatos foram até o local ou se as crianças foram até o local onde estariam os gatos”, afirmou o delegado.
Irmão da vítima segue internado na UTI
As investigações seguem em andamento e, até a última atualização, o irmão da menina permanecia internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), sob acompanhamento do pai biológico.
De acordo com a polícia, na noite em que as crianças passaram mal, a família consumiu uma refeição composta por carne, arroz e feijão, preparada na própria residência pelo padrasto.
Questionados sobre o fato de apenas os menores terem apresentado sintomas, os adultos afirmaram que ingeriram os mesmos alimentos e disseram não saber explicar o ocorrido, além de negarem a presença de qualquer tipo de veneno na casa.
Polícia investiga refeição consumida
O delegado responsável pelo caso informou que a mãe e o padrasto são considerados suspeitos iniciais, por estarem no local no momento dos fatos. Até o momento, a defesa deles não foi localizada.
Durante a apuração, também foi levantado que a família consumiu outros alimentos ao longo do dia, como mortadela e um bolo de milho. Este último teria sido o único item vindo de fora da residência, levado por outro filho da mulher, que foi ouvido e liberado pelas autoridades.
“A refeição mais suspeita, pelo lapso temporal, é a carne, o arroz e feijão, sendo que a carne já estaria preparada desde o meio-dia, e o arroz e o feijão foram preparados na hora. Então essa é a refeição mais suspeita”, disse.
Leia mais no BacciNotícias:
