A Polícia Civil de São Paulo investiga o possível envolvimento de novos suspeitos no caso da jovem que morreu durante um salto de rope jump. Segundo as apurações, o grupo teria participação no desaparecimento de uma câmera que registraria o momento do acidente, além de possível exclusão de arquivos digitais que poderiam ajudar a esclarecer o caso.

 Foto: Reprodução.
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As investigações sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ganharam um novo desdobramento neste sábado (20). De acordo com a Polícia Civil, os três suspeitos presos teriam participação na equipe encarregada da organização da atividade de rope jump realizada em Limeira, no interior de São Paulo.

Maria Eduarda (Foto: reprodução)

Segundo a delegada Andréa Levy, responsável pelo caso, os investigados também estariam ligados ao desaparecimento de um equipamento considerado fundamental para a apuração dos fatos. Trata-se de uma câmera de ação que estava próxima à vítima e que poderia conter imagens importantes para ajudar a esclarecer as circunstâncias da queda.

Maria Eduarda morreu no último dia 13 após ser lançada de uma plataforma com cerca de 40 metros de altura sem o devido sistema de segurança. A tragédia ocorreu durante a prática do esporte radical e causou grande repercussão em todo o país.

As autoridades trabalham para recuperar possíveis provas e entender exatamente o que aconteceu nos momentos que antecederam o acidente. A polícia também busca identificar responsabilidades e verificar se houve falhas nos procedimentos de segurança adotados pela equipe responsável pela atividade.

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Polícia investiga desaparecimento de câmera

De acordo com a delegada Andréa Levy, as investigações apontam que os três suspeitos podem ter envolvimento no desaparecimento da câmera que registraria momentos importantes da atividade de rope jump. O equipamento é considerado uma peça-chave para esclarecer as circunstâncias da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas.

A apuração também identificou que arquivos digitais com potencial relevância para o caso teriam sido apagados após o acidente. Durante o cumprimento dos mandados judiciais, os policiais recolheram celulares e outros dispositivos eletrônicos que serão submetidos à perícia técnica.

As prisões ocorreram em diferentes cidades. Uma mulher, de 29 anos, foi detida no Rio de Janeiro, enquanto dois homens, de 25 e 27 anos, foram localizados e presos em Limeira e Indaiatuba, no interior paulista. As autoridades não divulgaram os nomes dos investigados.

Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves, apontados como responsáveis por auxiliar a jovem durante a atividade, foram transferidos para o Centro de Detenção Provisória (CDP II) de Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo, onde aguardam o andamento do processo.

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Suspeitos alegam não se lembrar dos fatos

Os três investigados inicialmente detidos no caso foram indiciados por homicídio com dolo eventual, entendimento jurídico aplicado quando há a consciência dos riscos envolvidos em determinada ação, ainda que não exista a intenção direta de provocar a morte.

Durante os depoimentos prestados à Polícia Civil, os suspeitos alegaram não se recordar dos acontecimentos que antecederam o acidente e não souberam indicar quem era o responsável por verificar os equipamentos de segurança antes da realização do salto.

Homens que jogaram Maria Eduarda sem corda da ponte do esqueleto durante prática rope jump

Segundo a delegada, os investigados também não conseguiram esclarecer se a ausência da corda de segurança na vítima foi resultado de uma falha operacional ou de um descuido da equipe.

A prática era realizada na chamada Ponte do Esqueleto, localizada entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis. Os participantes pagavam R$ 180 pela experiência, com uma taxa adicional para quem desejasse registrar o salto em vídeo. No dia da tragédia, aproximadamente 100 pessoas estavam previstas para participar da atividade promovida pela equipe investigada.

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