Dois policiais civis foram baleados em uma emboscada na Avenida Brasil, atribuída a traficantes da Favela do Muquiço, no Rio de Janeiro. Um agente está em estado gravíssimo e outro permanece estável. Após o ataque, a Polícia Civil realizou uma grande operação na comunidade, prendeu dois suspeitos e a ocorrência provocou impactos no trânsito, transporte público, escolas e unidades de saúde da região.
Dois policiais civis da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) foram baleados durante um ataque a tiros na Avenida Brasil, na altura de Guadalupe, Zona Norte do Rio de Janeiro, no fim da manhã desta quarta-feira (08). A emboscada foi atribuída a traficantes da Favela do Muquiço.

Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (Foto: DHBF)
Os quatro agentes seguiam em um carro descaracterizado para cumprir uma diligência na comunidade quando foram surpreendidos pelos disparos.
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Policiais atingidos por disparos
Um inspetor foi atingido na cabeça e está internado em estado gravíssimo no Hospital Municipal Albert Schweitzer. Já uma policial, baleada na perna, permanece hospitalizada com quadro estável.
Após o ataque, a Polícia Civil mobilizou uma grande operação na comunidade. Cerca de 30 viaturas, veículos blindados e dois helicópteros foram empregados nas buscas pelos criminosos. Até o momento, dois homens foram presos.
Interdições e trânsito na região
Por volta das 13h20, o sentido Centro da Avenida Brasil foi interditado para a realização da perícia, provocando reflexos no trânsito da região.
A ação policial também impactou serviços públicos. Segundo o Rio Ônibus, 36 linhas de ônibus sofreram atrasos.
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Atividades suspensas
A Secretaria Estadual de Educação suspendeu as aulas em duas escolas da região, enquanto a Secretaria Municipal informou que as unidades permaneceram abertas até que fosse possível garantir a saída segura dos alunos.
Na área da saúde, uma unidade de atenção primária teve o funcionamento suspenso por segurança, enquanto outra avaliava a abertura. As visitas domiciliares também foram canceladas.
Em nota, a Polícia Civil afirmou que ataques contra agentes de segurança representam “um ataque direto ao Estado” e reforçou que seguirá atuando no combate às facções criminosas e na repressão aos responsáveis.
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