Policial civil e dois comparsas foram presos após assalto e sequestro-relâmpago de uma família em Mauá. O agente, que dirigia o carro da quadrilha, foi flagrado com objetos roubados. Um quarto suspeito fugiu.

Policial civil é preso com outros dois ladrões que roubaram casa e fizeram família refém em Mauá, na Grande SP — Foto: Reprodução
Policial civil é preso com outros dois ladrões que roubaram casa e fizeram família refém em Mauá, na Grande SP — Foto: Reprodução

Um policial civil e outros dois homens foram presos na noite desta terça-feira (4) após assaltarem uma casa e fazerem uma família refém em Mauá, na Grande São Paulo. Um quarto envolvido no crime conseguiu fugir e segue sendo procurado pela polícia.

De acordo com as investigações iniciais, um dos assaltantes se passou por entregador de uma empresa de medicamentos para conseguir acesso à residência. Ele chamou o nome do morador e, em seguida, os demais criminosos — armados e mascarados — invadiram o imóvel.

Dois dos homens entraram na casa e renderam a mãe, que estava com três filhos — dois deles, crianças de quatro e 11 anos, e o mais velho, maior de idade. Enquanto isso, o pai, que estava no andar de cima, percebeu a movimentação estranha, acessou as câmeras de segurança e acionou a Polícia Militar.

A PM localizou o carro usado pelos criminosos a menos de um quilômetro do local do assalto. Dentro do veículo estavam três dos quatro suspeitos, incluindo o policial civil Sérgio Monteiro Muniz, auxiliar de Papiloscopista Policial de 1ª Classe, lotado no 4º DP de Mauá. Segundo a corporação, ele teria atuado como motorista do grupo.

Os três foram presos em flagrante e com eles foram encontrados os pertences roubados da família. O caso foi registrado no 1º Distrito Policial de Mauá e encaminhado à Corregedoria da Polícia Civil, que abriu investigação interna sobre a conduta do agente.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) afirmou que “a Polícia Civil não compactua com desvios de conduta e pune com rigor todos aqueles que infringem a lei”.

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