O policial militar Edivaldo Júnior Rodrigues Marques de Souza foi exonerado da PM de Mato Grosso quase nove anos após matar Adriele da Silva Munis, 25, em uma briga de trânsito em Cuiabá, no Mato Grosso.

O crime ocorreu em 2016, mas a investigação demorou quatro anos para identificá-lo e a condenação só veio em 2023, com pena de 18 anos e oito meses por homicídio qualificado, tentativa de homicídio e exposição da vida de terceiros a perigo.

Adriele levou um tiro nas costas, que atingiu pulmão e coração. Inicialmente, o militar negou o crime, mas depois confessou, alegando legítima defesa, tese descartada pela polícia.

Imagem redes sociais
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O policial militar Edivaldo Júnior Rodrigues Marques de Souza, condenado pela morte de Adriele da Silva Munis, que tinha 25 anos na época, em uma briga de trânsito em 2016, foi exonerado da Polícia Militar de Mato Grosso quase nove anos após o crime.

A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado na última terça (16).

Condenação

A condenação de Edivaldo ocorreu em 2023, sete anos depois do homicídio. Ele recebeu pena de 18 anos e oito meses de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificado e exposição da vida ou saúde de terceiros a perigo. A defesa do ex-policial não se manifestou.

Como a vítima foi morta

Adriele foi morta com um tiro nas costas, que atingiu pulmão e coração, enquanto voltava de um evento com o namorado e dois amigos, em Cuiabá, Mato Grosso.

O disparo partiu de um carro ocupado pelo militar, segundo imagens de câmeras de segurança e depoimentos colhidos durante a investigação, que levou quatro anos para identificar os responsáveis. A arma apreendida com Edivaldo era compatível com a usada no crime.

Em um primeiro depoimento, o policial negou participação. Dias depois, pediu um novo interrogatório e admitiu ser o autor do disparo, alegando legítima defesa.

As apurações, porém, descartaram qualquer indício de assalto ou ameaça por parte das vítimas.

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