O policial penal, José Rodrigo da Silva Ferrarini, foi preso na tarde deste domingo no Rio de Janeiro. O servidor estava foragido, após atirar em um entregador que pediu que o suspeito descesse para pegar a encomenda o Ifood. O servidor, que integra o quadro da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), será investigado por tentativa de homicídio qualificado. Ele já possui passagens pela polícia por violência doméstica e receptação de veículo. Esses antecedentes devem ser levados em consideração pelo Ministério Público no momento da formulação da denúncia.

Policial preso ao atirar em motoboy já responde por receptação e violência doméstica
policial penal é preso suspeito de atirar contra motoboy

agente penal é conduzido pela polícia civil após atirar em motoboy

 

O policial penal, José Rodrigo da Silva Ferrarini, foi preso na tarde deste domingo no Rio de Janeiro. O servidor estava foragido, após atirar em um entregador que pediu que o suspeito descesse para pegar a encomenda o Ifood. O servidor, que integra o quadro da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), será investigado por tentativa de homicídio qualificado. Ele já possui passagens pela polícia por violência doméstica e receptação de veículo. Esses antecedentes devem ser levados em consideração pelo Ministério Público no momento da formulação da denúncia.

O caso ganhou repercussão após a divulgação de imagens, que a própria vítima fez pelo celular,  mostram o momento em que o policial saca uma arma e atira no pé de Valério Souza Júnior, que estava desarmado e, segundo testemunhas, tentava encerrar uma discussão. A bala está alojada no pé direito da vítima e o profissional não corre risco de morrer. A repórter Patrícia Calderón falou com Valério, que disse estar abalado com toda a situação.
“Eu tive a certeza que iria morrer. Passou um filme na minha cabeça. Saiu tanto sangue, que achei que não teria chances de viver. Pensei na minha mãe, esposa, filho, irmão. Foi uma cena de terror. Nós não temos autorização do aplicativo de entregar a encomenda na porta do cliente. Eu tentei explicar, foi em vão”.
Segundo Valério, o atirador sumiu sem prestar socorro. No mesmo dia, outros motoqueiros, revoltados com a situação, invadiram a casa do policial e ele já havia fugido.
A decisão judicial considerou a gravidade do crime e o risco de que o agente atrapalhasse as investigações em liberdade. O mandado foi expedido neste domingo, menos de 24 horas após o ataque e o pedido feito pela advogada da vítma, Thaís Loureiro, advogada criminalista.
“Ele tentou matar meu cliente. É tentativa de homicídio por motivo torpe”
A Secretaria de Administração Penitenciária confirmou o afastamento do agente por um período de 90 dias. Segundo a nota oficial enviada à imprensa, a medida é preventiva e visa garantir a apuração dos fatos com isenção.
Ainda, de acordo com a Seap, o policial não exercerá nenhuma função durante esse período e está à disposição das autoridades responsáveis pela investigação.

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