A Justiça de Mato Grosso concedeu liberdade provisória ao policial penal Jeremias Emerson de Matos, de 50 anos, preso em flagrante pela morte do enteado, Átila Yuri dos Santos, de 21 anos. A decisão foi tomada durante audiência de custódia e levou em consideração elementos preliminares que apontam para uma possível situação de legítima defesa, além da ausência de antecedentes criminais do investigado.

Local onde Átila Yuri dos Santos foi morto (Foto: reprodução/Barbara Siviero)
Local onde Átila Yuri dos Santos foi morto (Foto: reprodução/Barbara Siviero)

A Justiça de Mato Grosso decidiu conceder liberdade provisória ao policial penal Jeremias Emerson de Matos, de 50 anos, durante audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (11).

Ele havia sido preso em flagrante na quarta-feira (10), suspeito de ter efetuado o disparo que matou o enteado, Átila Yuri dos Santos, de 21 anos.

 policial penal Emerson Geremias e Átila Yuri dos Santos

O policial penal Emerson Geremias e o enteado, Átila Yuri dos Santos (Foto: reprodução)

Ao analisar o caso, a juíza responsável pela decisão considerou a existência de elementos preliminares que apontam para uma possível situação de legítima defesa. Essa versão também foi reforçada pelo depoimento da companheira do policial e mãe da vítima, Claudineia Dias da Silva.

Segundo o relato prestado à polícia, o jovem teria apresentado comportamento agressivo antes do ocorrido, supostamente após consumir bebidas alcoólicas e substâncias entorpecentes.

A mulher afirmou ainda que o filho costumava portar uma faca e que, no dia da ocorrência, teria provocado danos à motocicleta da avó durante um momento de descontrole.

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Discussão teria começado por causa de motocicleta

De acordo com os depoimentos apresentados pelo policial penal e por sua esposa, a ocorrência teve início após um desentendimento relacionado a uma motocicleta que teria sido danificada pelo jovem no dia anterior. A situação levou o agente a procurar o enteado na residência da companheira para conversar sobre o episódio, momento em que a discussão teria se intensificado.

Segundo a versão apresentada às autoridades, durante o confronto o rapaz estaria armado com uma faca. O policial afirmou que efetuou inicialmente um disparo com o objetivo de conter a situação, sem atingir ninguém.

Ainda conforme seu relato, o jovem continuou avançando em sua direção portando a arma branca. Diante da suposta ameaça, o agente declarou ter realizado um segundo disparo, que atingiu Átila Yuri dos Santos na região da cabeça.

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Permanência no local pesou na decisão

A magistrada levou em consideração o comportamento adotado pelo policial após a ocorrência. Conforme consta na decisão, ele permaneceu no local dos fatos e acionou equipes de socorro para prestar atendimento à vítima. A juíza também destacou que o investigado não possui registros criminais anteriores, fator que pesou na análise do pedido.

Outro ponto observado pelo Judiciário foi a inexistência de elementos que indiquem risco ao andamento das investigações. Segundo o entendimento da magistrada, não há indícios de que o policial possa dificultar a produção de provas, influenciar testemunhas ou tentar fugir para evitar eventual responsabilização.

Apesar da soltura, o agente deverá cumprir medidas cautelares durante o curso do inquérito. Entre as determinações estão a entrega da arma de fogo utilizada no caso até a conclusão das apurações, a obrigação de comunicar previamente qualquer mudança de endereço e o comparecimento sempre que convocado pelas autoridades responsáveis pela investigação.

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