A investigação sobre o assassinato de três pessoas da mesma família em Cachoeirinha revelou um detalhe que chamou a atenção das autoridades: o principal suspeito, um policial militar, teria utilizado tecnologia de inteligência artificial para simular a voz da ex-companheira, que está desaparecida.
A investigação sobre o assassinato de três pessoas da mesma família em Cachoeirinha revelou um detalhe que chamou a atenção das autoridades: o principal suspeito, um policial militar, teria utilizado tecnologia de inteligência artificial para simular a voz da ex-companheira, que está desaparecida.

Foto: Reprodução
Áudios foram usados para atrair vítimas
De acordo com a polícia, o agente teria recriado a voz de Silvana de Aguiar em mensagens enviadas aos pais dela. O objetivo seria convencê-los de que a mulher precisava de ajuda. A estratégia funcionou, e os familiares teriam ido ao encontro acreditando se tratar de um pedido legítimo. Os áudios foram divulgados pela RBS TV.
As vítimas foram identificadas como Silvana Germann de Aguiar (48), e seus pais, Isail Vieira de Aguiar (69) e Dalmira Germann de Aguiar (70). Eles estão desaparecidos desde os dias 24 e 25 de janeiro.
O principal suspeito, o policial Cristiano Domingues Francisco, foi preso temporariamente após o crime. A investigação trabalha ainda com gravações das câmeras da residência, retirada de uma TV do imóvel e o celular de Silvana encontrado coberto e sem digitais.
O celular de Silvana foi localizado em 7 de fevereiro, sob uma pedra em um terreno baldio. Além disso, as câmeras do aparelho estavam cobertas com fitas adesivas, impedindo qualquer registro da noite do desaparecimento.
Há a suspeita ainda de que o ex-companheiro de Silvana tenha retirado uma televisão da casa e levado para sua própria residência, movimento que segue investigado.
Crime teria sido premeditado
Ainda segundo as investigações, o suspeito assassinou os pais de Silvana após atraí-los com os áudios falsos. A mulher já estava desaparecida desde o fim de janeiro, quando as mensagens foram enviadas. A polícia trabalha com a hipótese de que o crime tenha sido premeditado, com uso planejado da tecnologia para enganar as vítimas.
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O caso chama atenção devido ao uso indevido de ferramentas de inteligência artificial, capazes de simular vozes humanas com alto grau de semelhança, apesar das características robóticas na voz.
Esse tipo de recurso, conhecido como clonagem de voz, vem sendo cada vez mais acessível e levanta preocupações sobre possíveis aplicações em golpes e crimes.
Investigações continuam
As autoridades seguem apurando as circunstâncias do desaparecimento de Silvana e a participação do suspeito nos demais crimes. O caso está sob responsabilidade da polícia civil, que busca esclarecer todos os detalhes e eventuais motivações.
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