A Ponte do Esqueleto, localizada entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo, começou a ser demolida na manhã desta quarta-feira (17). A medida ocorre dias após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante a prática de rope jump no local.

Ponte do Esqueleto
Ponte do Esqueleto

A Ponte do Esqueleto, localizada entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo, começou a ser interditada na manhã desta quarta-feira (17). A medida ocorre dias após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante a prática de rope jump no local.

Jovem em Rope jump (Foto: reprodução)

A decisão foi tomada após reuniões envolvendo representantes do governo federal, das administrações municipais e de órgãos jurídicos da União. O objetivo é impedir novos acessos à estrutura e evitar que acidentes semelhantes voltem a ocorrer.

Reunião definiu medidas para impedir entrada de pessoas

As discussões contaram com a participação de representantes da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), da Advocacia-Geral da União (AGU), além dos prefeitos de Limeira, Murilo Félix, e de Cordeirópolis, Cristina Saad.

Durante os encontros, os gestores municipais relataram que já vinham adotando medidas para restringir o acesso à ponte e manifestaram apoio à possibilidade de demolição da estrutura.

Segundo o governo federal, a Prefeitura de Limeira se comprometeu a reabrir uma vala que dificultava a chegada de visitantes ao local. De acordo com as autoridades, essa barreira havia sido fechada posteriormente sem o conhecimento da administração municipal.

Já a Prefeitura de Cordeirópolis e a Secretaria de Patrimônio da União acordaram o reforço das ações de contenção para impedir a entrada de pessoas na área.

Barreiras físicas e placas de interdição serão instaladas

Além da demolição parcial da estrutura, a SPU informou que instalará barreiras físicas e placas de aviso para reforçar que a ponte pertence à União e que o acesso ao local é proibido.

O órgão também destacou que continuará discutindo com os municípios uma solução definitiva para a área, incluindo a continuidade do processo de demolição.

A Ponte do Esqueleto foi oficialmente incorporada ao patrimônio da União em maio deste ano. Segundo a Secretaria de Patrimônio da União, nenhuma atividade esportiva realizada no local possuía autorização federal.

Vereadora divulgou imagens do fechamento dos acessos

Imagens divulgadas pela vereadora Bruna Magalhães mostram equipes atuando no bloqueio dos acessos à ponte após a intervenção do governo federal.

Ao comentar as medidas adotadas, a parlamentar defendeu o reforço da fiscalização e a instalação de sinalização permanente no local.

“Para que mais vidas não sejam perdidas nesse local. Vamos continuar cobrando, porque eu quero a placa de interdição. Está proibido o acesso à Ponte do Esqueleto”, afirmou.

Como aconteceu a morte de Maria Eduarda

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após ser lançada de uma altura de aproximadamente 40 metros durante um salto de rope jump na chamada Trilha da Ponte do Esqueleto.

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Segundo as investigações, a corda que deveria garantir a segurança da jovem não foi conectada antes do salto. Pessoas que estavam no local tentaram realizar manobras de reanimação cardiopulmonar até a chegada do Samu, mas o óbito foi constatado ainda no local devido aos ferimentos causados pela queda.

Assista o vídeo do início da interdição:

Tentativa de fuga chamou atenção da polícia

De acordo com o boletim de ocorrência, policiais encontraram dois homens próximos à vítima e, em determinado momento, eles teriam tentado fugir em direção a uma área de vegetação.

A ação motivou o acionamento de reforço policial e de uma aeronave da Polícia Militar para auxiliar nas buscas.

Investigação aponta possível assunção do risco

A Polícia Civil concluiu que os elementos reunidos indicam que os investigados assumiram o risco de produzir o resultado morte.

Os investigadores também apontaram que o local possui histórico de ocorrências graves, incluindo outras mortes registradas anteriormente.

Funcionários seguem presos

Três funcionários da empresa responsável pelos saltos foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual.

Após audiência de custódia realizada no domingo (14), a Justiça converteu as prisões em preventivas. As investigações seguem em andamento para esclarecer todos os detalhes do caso.

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