Duas tragédias registradas na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), chamaram a atenção para os riscos no local, conhecido por atrair ciclistas e praticantes de esportes radicais. A mais recente vitimou Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu após cair de cerca de 40 metros durante uma atividade de rope jump. Antes do acidente, a jovem havia compartilhado nas redes sociais imagens da preparação para o evento. Em outro caso, a ciclista Kelly Stefani de Oliveira Alves, de 39 anos, perdeu a vida após cair de uma altura superior a 15 metros enquanto participava de um passeio de bicicleta em grupo

Kelly Stefani de Oliveira Alves (Foto: reprodução)
Kelly Stefani de Oliveira Alves (Foto: reprodução)

Duas tragédias registradas na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), chamaram a atenção para os riscos no local, conhecido por atrair ciclistas e praticantes de esportes radicais. A mais recente vitimou Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu após cair de cerca de 40 metros durante uma atividade de rope jump, neste sábado (13).

Moradora de Rio Claro, Kelly Stefani de Oliveira Alves morreu em acidente em ponte de Limeira — Foto: Arquivo pessoal

Kelly Stefani de Oliveira Alves (Foto: reprodução)

Uma ciclista de 39 anos perdeu a vida em  2024 após sofrer uma queda de aproximadamente 15 metros da conhecida Ponte do Esqueleto, localizada na divisa entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo. A vítima foi identificada como Kelly Stefani de Oliveira Alves, moradora de Rio Claro.

Segundo informações apuradas no local, Kelly participava de um passeio ciclístico ao lado do marido e de outros integrantes de um grupo de pedal quando o acidente aconteceu.

Relatos de testemunhas indicam que ela teria perdido o equilíbrio ao se aproximar de uma das laterais da estrutura, cuja proteção é considerada baixa, e acabou despencando juntamente com a bicicleta.

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Equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas rapidamente para prestar socorro. Apesar dos esforços das equipes de resgate, a ciclista não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu ainda no local.

Impasse sobre a responsabilidade da ponte

Após o acidente que resultou na morte da ciclista, também surgiram questionamentos sobre a responsabilidade pela manutenção da Ponte do Esqueleto.

Na época, em uma entrevista à EPTV, a Prefeitura de Limeira afirmou que a estrutura estaria sob responsabilidade da concessionária Rumo e do governo estadual. A empresa, no entanto, negou qualquer vínculo com a ponte, alegando que o local não integra sua área de concessão.

O governo de São Paulo, por sua vez, informou que a gestão da estrutura caberia à Prefeitura de Cordeirópolis. Já a administração municipal contestou a versão e declarou que a ponte pertence à União. Até o momento, o governo federal não se pronunciou sobre o assunto.

O corpo de Kelly foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Limeira para os procedimentos necessários. Informações sobre as cerimônias de despedida ainda não haviam sido divulgadas.

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Ponte do Esqueleto é ponto conhecido entre esportistas

Conhecida por atrair praticantes de atividades ao ar livre, a Ponte do Esqueleto é um dos pontos mais visitados por ciclistas e corredores da região, segundo a Prefeitura de Limeira.

A estrutura, localizada na Estrada Doutor Cássio de Freitas Levy, está fora de operação há aproximadamente três décadas, embora continue recebendo visitantes com frequência.

Além dos adeptos do ciclismo e da corrida, o local também se tornou referência para esportistas que praticam modalidades de aventura. Entre elas está o rope jump, atividade que consiste em saltos em altura com cordas, em um movimento semelhante ao de um pêndulo.

Para quem parte de Rio Claro, um dos percursos mais utilizados até a ponte passa por estradas rurais e totaliza cerca de 53 quilômetros entre ida e volta. O trajeto ainda apresenta um desnível acumulado de aproximadamente 520 metros, fator que o torna bastante procurado por ciclistas em busca de desafios e contato com a natureza.

Morte da jovem ao saltar de rope jump

Momentos antes do acidente que resultou em sua morte, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, compartilhou em suas redes sociais imagens do evento de rope jump realizado em Limeira, no interior de São Paulo. As publicações foram feitas na manhã deste sábado (13) e mostravam parte da preparação para a atividade de aventura.

Nos registros, a jovem exibiu detalhes da organização do evento, incluindo as pulseiras utilizadas para identificação dos participantes e cenas do ambiente onde os saltos seriam realizados. Em outras imagens, também era possível ver integrantes da equipe responsável pela atividade realizando descidas da ponte com o auxílio dos equipamentos de segurança.

Maria Eduarda (Foto: reprodução)

As postagens ganharam repercussão após a confirmação da morte da jovem, que caiu de uma altura aproximada de 40 metros durante a prática esportiva. O caso gerou grande comoção nas redes sociais e segue sendo apurado pelas autoridades, que investigam as circunstâncias do acidente.

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