Keiko Fujimori reassumiu a liderança da disputa presidencial do Peru após a contagem avançar para 98,215% das urnas. A candidata conservadora tem 50,002% dos votos, contra 49,998% de Roberto Sánchez, uma diferença de apenas 651 votos.

Pouco mais de 600 votos separam candidatos à Presidência do Peru

A conservadora Keiko Fujimori voltou a liderar a disputa pela Presidência do Peru na madrugada desta quinta-feira (11), após ultrapassar o candidato de esquerda Roberto Sánchez durante a contagem dos votos do segundo turno.

Eleições no Peru - Foto: Reprodução/Redes Sociais

Eleições no Peru – Foto: Reprodução/Redes Sociais

Com cerca de 98,215% das urnas apuradas, Fujimori aparece com 50,002% dos votos válidos, enquanto Sánchez soma 49,998%, segundo dados divulgados pelo Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE).

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A diferença entre os dois candidatos é de apenas 651 votos.

Votos do exterior mudaram cenário

A virada ocorreu à medida que avançou a apuração dos votos dos peruanos residentes no exterior.

Entre os eleitores que vivem fora do país, Keiko Fujimori registra ampla vantagem, com 63,429% dos votos, contra 36,571% de Roberto Sánchez, considerando 94,495% das urnas do exterior já contabilizadas.

O desempenho da candidata entre os eleitores expatriados foi determinante para a mudança na liderança da disputa.

Pesquisas indicavam empate técnico

Antes da votação, as pesquisas eleitorais apontavam um cenário de empate técnico entre os dois candidatos.

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Após o encerramento da votação, Fujimori liderou os levantamentos de boca de urna e também apareceu à frente nos primeiros resultados da apuração oficial.

No entanto, Sánchez ganhou força conforme os votos das regiões rurais começaram a ser contabilizados, chegando a assumir a liderança temporariamente.

Resultado final pode demorar semanas

Embora a votação tenha sido realizada no último domingo (7), o resultado definitivo ainda pode levar semanas para ser oficialmente confirmado.

Segundo especialistas, a demora ocorre por características específicas do processo eleitoral peruano e pelas dificuldades logísticas enfrentadas no país.

Geografia dificulta contagem dos votos

Um dos fatores que tornam a apuração mais lenta é a utilização de cédulas impressas, que precisam ser transportadas até centros de contagem.

Além disso, a geografia peruana impõe desafios significativos. Em diversas regiões de selva, o transporte das urnas depende de embarcações. Já em áreas montanhosas e locais sem estradas, o deslocamento pode exigir longas viagens feitas até mesmo com o auxílio de burros.

Essas condições tornam o processo de apuração mais complexo e prolongado.

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