Banhistas que passaram o verão nas praias de Cabo Frio e Armação dos Búzios, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, relataram situações de constrangimento e cobranças consideradas abusivas em quiosques da orla. Os relatos ganharam grande repercussão nas redes sociais e reacenderam o debate sobre práticas irregulares no atendimento a turistas e moradores.

Quiosques da orla de Cabo Frio e Búzios passaram por fiscalização após denúncias de preços abusivos. Foto: Reprodução.
Quiosques da orla de Cabo Frio e Búzios passaram por fiscalização após denúncias de preços abusivos. Foto: Reprodução.

Banhistas que passaram o verão nas praias de Cabo Frio e Armação dos Búzios, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, relataram situações de constrangimento e cobranças consideradas abusivas em quiosques da orla. Os relatos ganharam grande repercussão nas redes sociais e reacenderam o debate sobre práticas irregulares no atendimento a turistas e moradores.

Um dos casos que mais chamou atenção foi o da dentista Victória Pinheiro, moradora de Cabo Frio, que publicou um vídeo narrando a dificuldade para consumir o item mais barato do cardápio em um quiosque da Praia do Forte. Segundo ela, sempre que escolhia uma opção na faixa de R$150, o garçom informava que o produto estava indisponível e sugeria porções mais caras.

De acordo com o relato, o grupo foi informado apenas de que era necessário consumir algum item para utilizar a mesa, sem explicação clara sobre valores mínimos. “A gente se sentiu coagido, porque parecia que não queriam vender nada abaixo de R$ 200”, afirmou. O vídeo ultrapassou 1 milhão de visualizações e encorajou outros frequentadores a relatarem experiências semelhantes.

Consumação mínima de até R$ 500

Além dos altos preços, consumidores também denunciaram a exigência de consumação mínima entre R$ 400 e R$ 500, prática considerada ilegal pelo Código de Defesa do Consumidor. Turistas de outros estados e estrangeiros afirmaram que aceitaram as cobranças por desconhecerem a legislação brasileira e disseram que a experiência prejudicou a imagem da cidade.

Em Búzios, as reclamações se concentraram na Praia de Geribá, onde cardápios exibiam refeições simples por valores próximos de R$ 470 e petiscos básicos custando mais de R$ 150. Nas redes sociais, internautas ironizaram os preços e classificaram a situação como exploração do turismo de verão.

Foto: Divulgação / Redes sociais.

Procon intensifica fiscalização após denúncias

Diante da repercussão, o Procon-RJ reforçou as ações de fiscalização nas praias de Cabo Frio e Búzios. Em Búzios, quiosques foram autuados por preços abusivos e também por irregularidades sanitárias, como alimentos sem prazo de validade, armazenamento inadequado e produtos impróprios para consumo. Parte dos itens foi apreendida, e os estabelecimentos receberam prazo para adequação.

Em Cabo Frio, o Procon municipal informou que promoveu reuniões com representantes da prefeitura e dos barraqueiros para alinhar condutas e reforçar o cumprimento do Código de Defesa do Consumidor. O órgão destacou que ninguém pode ser obrigado a consumir para utilizar mesas, cadeiras ou guarda-sóis, já que a praia é um bem público.

As fiscalizações devem continuar ao longo do verão, com o objetivo de coibir práticas abusivas e garantir que moradores e turistas tenham acesso livre e justo às praias da Região dos Lagos.

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