A partir de 1º de maio, novos benefícios federais só serão concedidos com biometria. Quem já recebe terá até 2027 para se adequar. Governo aposta na CIN e integração de dados para aumentar a segurança.

Bolsa Família  (Foto: Divulgação)
Bolsa Família (Foto: Divulgação)

Novos pedidos de benefícios federais passarão a exigir biometria obrigatória a partir de 1º de maio. A medida faz parte de um plano do governo para modernizar os sistemas e ampliar a segurança contra fraudes. Apesar da mudança, quem já recebe aposentadoria ou auxílio terá prazo ampliado para se adequar às novas regras.

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Contestação pode ser feita pelo Meu INSS - Foto: Reprodução/Joédson Alves/Agência Brasil

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A transição será feita de forma gradual, sem interrupção imediata dos pagamentos. O objetivo é centralizar, nos próximos dois anos, a identificação dos cidadãos na nova Carteira de Identidade Nacional (CIN).

Prazos e adaptação dos beneficiários

Para novos beneficiários, a biometria será requisito obrigatório já na solicitação. O governo utilizará dados já existentes em bases oficiais, como a Justiça Eleitoral e os Detrans, para validar digitais e reconhecimento facial.

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Já os atuais beneficiários terão até dezembro de 2027 para regularizar a situação. As convocações serão feitas de forma individual por canais oficiais, como o aplicativo Meu INSS e extratos bancários. Não haverá bloqueio automático sem aviso prévio.

Integração de dados e facilitação digital

Parte da população já possui biometria cadastrada, especialmente beneficiários do Bolsa Família, que tiveram dados coletados pela Caixa Econômica Federal.

Além disso, contas no portal gov.br com nível Prata ou Ouro já contam com validação de identidade. Nesses casos, o cruzamento de dados pode eliminar a necessidade de atendimento presencial.

CIN será documento único em 2028

A partir de 1º de janeiro de 2028, a CIN será o único documento biométrico aceito no país. O novo modelo substitui o RG tradicional e utiliza o CPF como identificador único, além de contar com QR Code para aumentar a segurança e evitar fraudes.

A primeira via do documento é gratuita, e a recomendação é que a população antecipe a emissão para evitar pendências futuras.

Como consultar e regularizar

Os segurados podem verificar a situação pelos aplicativos Meu INSS, Caixa Tem e pelo portal gov.br. Em muitos casos, a atualização pode ser feita diretamente pelo celular, com reconhecimento facial.

Se for necessário atendimento presencial, o agendamento deve ser realizado pelo telefone 135. O processo será escalonado para evitar filas e priorizar quem ainda não possui cadastro biométrico em bases federais.

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