O pré-candidato à Presidência da República Renan Santos, presidente do partido Missão, afirmou em uma transmissão ao vivo que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) “tem de morrer”. A declaração, com ameaças diretas e linguagem violenta, provocou forte repercussão nas redes sociais e no meio político. Renan também direcionou ataques a outros nomes da política nacional, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após a repercussão, ele tentou relativizar a fala, dizendo que se referia a um “soterramento político”, mas manteve acusações graves contra o senador.

Pré-candidato à presidência faz ameaças a Flávio Bolsonaro: 'O traíra tem que morrer'
Pré-candidato à presidência faz ameaças a Flávio Bolsonaro: 'O traíra tem que morrer'

O pré-candidato à Presidência da República Renan Santos, que também preside o partido Missão, fez ameaças diretas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante uma live transmitida nas redes sociais. Na declaração, ele afirmou que o parlamentar “tem de morrer”, utilizando termos agressivos e ofensivos ao se referir ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Flávio Bolsonaro destruiu a nossa revolução. […] O Flávio Bolsonaro é um traidor da nossa revolução. […] O traíra tem que morrer, e o traíra é Flávio Bolsonaro. Eu vou acabar com a raça do Flávio Bolsonaro”, disse Renan durante a transmissão.

Além das ameaças, o presidente do partido Missão também chamou o senador de “ladrão” e “lixo”. As falas circularam rapidamente nas redes sociais e geraram críticas pela incitação à violência contra um agente público.

Renan Santos anunciou sua pré-candidatura à Presidência em 2025, pouco antes de o partido Missão ser oficializado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Figura ligada ao Movimento Brasil Livre (MBL), ele tem se destacado por declarações polêmicas e ataques verbais a adversários políticos, especialmente em conteúdos publicados na internet, onde possui grande alcance.

Outras declarações polêmicas

Além de Flávio Bolsonaro, Renan também já fez declarações semelhantes contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outros políticos, o que reforçou a repercussão negativa de suas falas.

Renan Santos afirmou ao Metrópoles que suas declarações não deveriam ser interpretadas de forma literal. Segundo ele, a expressão usada se referia a um “soterramento político”. “Esse cara tem de ser soterrado politicamente e tem de estar preso, pois é um corrupto, e não disputar a Presidência da República”, declarou.

Até o momento, Flávio Bolsonaro não se manifestou publicamente sobre as ameaças. O caso levanta debate sobre os limites do discurso político, a responsabilização por declarações públicas e o uso de linguagem violenta no ambiente eleitoral.

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