Renan Santos, líder do MBL, acusou Wesley Safadão de supostas irregularidades em contratos com prefeituras. As declarações foram feitas em vídeo nas redes sociais, sem confirmação oficial até o momento.

Pré-candidato à presidência promete colocar cantor famoso na cadeia

O presidente nacional do Movimento Brasil Livre, Renan Santos, publicou neste sábado (21) um vídeo nas redes sociais com uma série de acusações contra o cantor Wesley Safadão. Nas declarações, ele aponta um suposto envolvimento do artista em esquemas de corrupção relacionados à contratação de shows por prefeituras do Nordeste.

No vídeo, Renan afirma que Safadão teria se tornado “o novo ícone da corrupção no Brasil”, ao, segundo ele, participar de um modelo de contratação que envolveria altos valores pagos por municípios de menor capacidade financeira.

Acusações sobre contratos milionários
De acordo com o líder do MBL, o cantor teria firmado mais de 50 contratos entre 2024 e 2025, somando cerca de R$ 52 milhões. Ele questiona a origem dos recursos utilizados pelas prefeituras e a transparência desses contratos.

“Somente entre 2024 e 2025, o Safadão fez mais de 50 contratos a um valor de R$ 52 milhões, enchendo o bolso de grana em municípios que não sabem explicar até agora como é que fizeram isso”, declarou Renan no vídeo.

Até o momento, não há confirmação oficial das acusações por parte de órgãos de controle ou investigações públicas relacionadas ao caso.

Citação a político e suposta proximidade
Durante a gravação, Renan também menciona uma possível proximidade entre o cantor e o deputado Júnior Mano. Como parte do conteúdo exibido, ele apresenta um trecho em que Safadão afirma ser amigo do parlamentar.

“Eu posso falar porque eu sou muito amigo do Júnior Mano. Valeu, Júnior Mano! […] 2026 vai ser demais!”, diz o cantor no vídeo compartilhado.

Renan sugere, ainda, que haveria relações políticas mais amplas, incluindo o uso de aeronaves em contextos que ele associa a campanhas, embora não apresente provas no material divulgado.

Declaração política e promessa de investigação
No mesmo vídeo, o dirigente do MBL adota um tom político ao afirmar que, caso venha a ser eleito presidente da República, pretende agir contra casos como o que descreve.

“Se eu me tornar presidente, gente como o Safadão vai pra cadeia. […] Esse é o país da Lei e da Ordem”, afirmou.

Até o momento, Wesley Safadão não se manifestou publicamente sobre as acusações.

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