O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, recuou nesta segunda-feira (15) após diversas críticas dos bolsonaristas devido uma fala onde ele admitiu que houve um “planejamento de golpe” de Estado. A declaração ocorreu no último sábado (13), em  Itu (SP), durante o Rocas Festival, evento voltado a entusiastas de cavalos de luxo.

Valdemar Costa Neto, presidente do PL, ao lado de Jair Bolsonaro (Foto: Natanael Alves/PL/Divulgação )
Valdemar Costa Neto, presidente do PL, ao lado de Jair Bolsonaro (Foto: Natanael Alves/PL/Divulgação )

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, recuou nesta segunda-feira (15) após diversas críticas dos bolsonaristas devido uma fala onde ele admitiu que houve um “planejamento de golpe” de Estado. A declaração ocorreu no último sábado (13), em Itu (SP), durante o Rocas Festival, evento voltado a entusiastas de cavalos de luxo.

Em entrevista à BandNews TV, Valdemar afirmou:

“Eu estou aqui me justificando, dizendo que eu cometi um erro. Em vez de falar movimento, eu falei planejamento. Foi um erro meu porque estava à vontade, em um lugar, e nem percebi que falei. Só depois, na gravação, vi que falei.”

A polêmica em torno da fala do presidente do PL ganhou repercussão após uma gravação publicada nas redes sociais, onde ele comentou a condenação de Bolsonaro pelo STF e afirmou que, embora tenha havido planejamento, não houve golpe efetivo.

“Houve um planejamento de golpe, mas nunca teve o golpe efetivamente. No Brasil, a lei diz: se você planejar um assassinato, planejou tudo, mas fez nada, não tentou, não é crime. O golpe não foi crime”, disse Valdemar, ao lado do presidente do PSD, Gilberto Kassab, que integra o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).

O dirigente ainda comentou que os atos de 8 de janeiro foi uma “bagunça”, não um golpe.

“O grande problema é que teve aquela bagunça no 8 de Janeiro e o Supremo diz que aquilo foi golpe. Olha só que absurdo: camarada com pedaço de pau, um bando de pé de chinelo quebrando lá na frente. Eles falam que aquilo é golpe.”

Críticas de bolsonaristas

As falas não pegaram bem aos apoiadores de Bolsonaro e gerou críticas de diversos setores. O ex-assessor de Bolsonaro, Fabio Wajngarten, demitido do PL em maio, comentou de forma irônica no X:

“Quando não se tem o que falar, é óbvio que é melhor não falar.”

Wajngarten ainda afirmou:

“Abrir a boca sem mínima preparação vai errar sempre. Aprendi com meus professores de imprensa que a crise passa; o silêncio não significa abandono, descaso ou indiferença.”

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