O presidente nacional do PT, Edinho Silva, criticou o modelo de delações premiadas realizadas após prisões, afirmando que o mecanismo gerou uma “tragédia” no país. A declaração foi feita durante encontro com empresários em São Paulo e ocorre em meio à retomada de uma ação no STF sobre a regulação desse tipo de acordo.

Presidente do PT, Edinho Silva, critica delações premiadas pós-prisões. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Presidente do PT, Edinho Silva, critica delações premiadas pós-prisões. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, criticou o uso de delações premiadas realizadas após prisões, afirmando que o modelo adotado no Brasil gerou uma “tragédia”. A declaração foi feita durante um jantar com empresários em São Paulo, na quinta-feira (9), em meio ao debate sobre a regulamentação desse tipo de acordo no país.

Lula e Edinho Silva, presidente do PT. Foto: Ricardo Stuckert

Segundo Edinho, o formato utilizado especialmente durante a Operação Lava-Jato teria incentivado a prática de prisões como forma de pressionar investigados a colaborarem com a Justiça. Para ele, esse mecanismo comprometeu o equilíbrio do sistema e levantou questionamentos sobre a forma como as investigações foram conduzidas.

Críticas ao modelo de delação

Durante o encontro, o dirigente petista destacou que a utilização da prisão como instrumento de pressão para obtenção de depoimentos precisa ser revista. A avaliação ocorre em um momento em que o tema volta à pauta do Supremo Tribunal Federal (STF).

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A discussão ganhou novo fôlego após o ministro Alexandre de Moraes decidir desengavetar uma ação apresentada pelo PT que trata da regulamentação das delações premiadas. A medida reacendeu o debate sobre os limites e critérios para a validade desse tipo de colaboração.

Posicionamento sobre decisão de Moraes

Edinho Silva também comentou a decisão do ministro do STF, afirmando que Moraes “deve ter seus motivos” para retomar a análise do processo. Apesar das críticas ao modelo atual, o presidente do PT reconheceu a atuação do magistrado em momentos recentes da política nacional.

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Segundo ele, Moraes teve papel relevante para evitar que o país enfrentasse uma ruptura institucional. A declaração faz referência ao contexto político recente, no qual o Supremo teve protagonismo em decisões consideradas estratégicas para a manutenção da ordem democrática.

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