O traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP e apontado historicamente como liderança do Comando Vermelho, utilizou uma página no Instagram para criticar a megaoperação policial.

Preso há quase três décadas, Marcinho VP faz publicação sobre megaoperação no Rio. Entenda

O traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP e apontado historicamente como liderança do Comando Vermelho, utilizou uma página no Instagram para criticar a megaoperação policial realizada nas favelas do Complexo da Penha e do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. A incursão ocorreu na terça-feira (28) e teve como alvo chefes da facção que dominam áreas da capital fluminense.

Em suas postagens, ele classificou o episódio como um dia de “luto e indignação”, afirmando que “a favela pede paz”. O conteúdo inclui a imagem de corpos no chão, utilizada para reforçar críticas à atuação das forças de segurança.

Publicações apontam para ‘chacina’

Outra publicação compartilhada por VP, reproduzida do perfil Perifa Connection, em parceria com o Instituto Papo Reto e o ativista Raull Santiago, descreve a ação como “chacina”. O texto questiona o modelo de segurança pública e o número de vítimas em territórios pobres e periféricos.

“Quantas vidas mais precisam ser perdidas para que o Estado entenda que segurança pública não se constrói com sangue preto e favelado?”, diz a postagem republicada pelo traficante.

Traficante está preso desde 1996

Marcinho VP cumpre pena desde 1996, condenado pela morte e esquartejamento de rivais. Ele é pai do trapper Oruam. Apesar de ainda ser reconhecido publicamente como um dos nomes de maior peso do Comando Vermelho, a defesa sustenta que ele não exerce mais qualquer função dentro da organização criminosa.

Mesmo preso há quase 30 anos, VP mantém presença simbólica no debate sobre violência no Rio por meio de perfis administrados por terceiros.

Ação mirou cúpula da facção

A megaoperação contou com policiais civis e militares e tinha como foco a captura de lideranças do tráfico, entre elas Edgar Alves de Andrade, o Doca, que permanece foragido. De acordo com dados do Ministério Público divulgados nesta quarta-feira (29), 132 pessoas foram mortas nos confrontos. As forças de segurança do Rio falam em 119 mortos.

As autoridades continuam mobilizadas na região e o número definitivo de mortos e presos deve ser atualizado nos próximos levantamentos.

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