A Polícia Civil prendeu Caíque Natan Souza, suspeito de uma sequência de ataques a tiros em Três Lagoas (MS). Entre os crimes atribuídos a ele está a execução de Kailayne Mirele, conhecida como “Barbie do Crime”, morta enquanto trabalhava em uma barraca de lanches. A polícia investiga se os assassinatos têm relação com um possível acerto de contas.

Kailayne Mirele Esperidião e Pedro Augusto Otaviano dos Santos, mortos a tiros em ataques registrados em Três Lagoas (Foto: Reprodução / Redes sociais)
Kailayne Mirele Esperidião e Pedro Augusto Otaviano dos Santos, mortos a tiros em ataques registrados em Três Lagoas (Foto: Reprodução / Redes sociais)

A prisão de Caíque Natan Souza, de 27 anos, revelou uma possível sequência de crimes violentos que vinha assustando moradores de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul. Segundo a Polícia Civil, o suspeito é apontado como autor de uma série de ataques a tiros registrados entre os dias 30 de abril e 3 de maio, incluindo o assassinato de Kailayne Mirele Esperidião, de 19 anos — conhecida nas redes sociais como “Barbie do Crime Robacena”.

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Armas e munições apreendidas com Caíque Natan Souza durante a operação conjunta (Foto: Divulgação / PCMS)

Armas e munições apreendidas com Caíque Natan Souza durante a operação conjunta (Foto: Divulgação / PCMS)

A jovem foi executada enquanto trabalhava em uma barraca de lanches na região da Lagoa Maior. O namorado dela, Gabriel dos Santos Souza, de 18 anos, também foi baleado e sobreviveu após ser socorrido em estado grave.

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Antes desse crime, porém, a polícia afirma que o suspeito já teria participado de outro homicídio e de uma tentativa de assassinato envolvendo um adolescente.

Série de ataques terminou com morte da jovem

De acordo com as investigações, a sequência de crimes começou dias antes da execução de Kailayne.

No sábado (2), Pedro Augusto Otaviano dos Santos, também de 19 anos, foi morto a tiros em frente a uma residência no Bairro São Jorge. Um adolescente de 16 anos que estava no local também acabou baleado e ficou ferido.

Segundo testemunhas, dois homens chegaram em uma motocicleta, perguntaram por um morador e abriram fogo logo em seguida.

Pedro foi atingido por pelo menos nove disparos e morreu ainda no local. O adolescente conseguiu fugir mesmo ferido.

Horas depois desse assassinato, Gabriel — namorado de Kailayne — publicou uma mensagem nas redes sociais lamentando a morte de Pedro.

No dia seguinte, veio o ataque que matou a jovem conhecida como “Barbie do Crime”.

Ataque aconteceu enquanto vítima trabalhava

Kailayne Mirele Esperidião foi morta na noite de domingo (3), enquanto atendia clientes em uma barraca de lanches.

Segundo relatos, dois homens chegaram ao local em uma motocicleta vermelha. Um deles desceu, fingiu um assalto e começou a atirar.

A jovem foi atingida no tórax e morreu antes da chegada do socorro.

Gabriel também acabou baleado durante o ataque. Ele foi encaminhado em estado grave ao hospital pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e passou por cirurgia.

A principal linha investigativa é de que o crime tenha sido um possível “acerto de contas”, embora a Polícia Civil ainda não confirme oficialmente a motivação.

Prisão aconteceu após perseguição

A captura de Caíque aconteceu durante uma ação conjunta da Seção de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil e equipes da Polícia Militar.

Os investigadores localizaram um Fiat Palio saindo de um imóvel suspeito. O veículo tinha características semelhantes às descritas em um dos ataques.

O carro foi seguido até um posto de combustíveis, onde o suspeito acabou abordado.

Com ele, os policiais encontraram uma pistola calibre 9 milímetros. Depois, ao retornarem ao imóvel de onde ele havia saído, os agentes apreenderam um revólver calibre 38 e dezenas de munições.

Caíque foi autuado em flagrante por homicídio qualificado, duas tentativas de homicídio e porte ilegal de armas.

Segundo a polícia, ele permaneceu em silêncio durante o depoimento.

Quem era a “Barbie do Crime”

Kailayne já era conhecida das forças de segurança por envolvimento anterior com tráfico de drogas.

Em agosto de 2025, ela foi presa após ser flagrada vendendo entorpecentes na praça da rodoviária de Três Lagoas. Na ocasião, a polícia apreendeu dezenas de porções de crack, maconha e dinheiro em espécie.

Poucos dias depois, ela voltou a aparecer em outra ocorrência ligada ao comércio de drogas. Em dezembro daquele ano, teve a prisão preventiva revogada.

Nas redes sociais, utilizava o apelido “barbie do crime robacena”, nome que passou a circular amplamente após sua morte.

Apesar do histórico da jovem, a polícia informou que Gabriel, namorado dela, não possui antecedentes criminais.

Polícia investiga possível ligação entre crimes

O delegado Ricardo Henrique Cavagna afirmou que os casos seguem sendo investigados e que ainda não há confirmação sobre ligação com facções criminosas.

Segundo ele, a relação entre o suspeito e as vítimas ainda está sendo apurada.

A polícia também tenta identificar outros envolvidos nos ataques e esclarecer se todos os crimes fazem parte da mesma sequência de execuções.

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