A prisão preventiva do rapper Oruam completa 60 dias. Ele permanece em uma cela coletiva do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu 3, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O mais recente pedido de habeas corpus foi negado pela Justiça, que justificou a decisão pela necessidade de salvaguardar a ordem pública.
A prisão preventiva do rapper Oruam completa 60 dias. Ele permanece em uma cela coletiva do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu 3, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O mais recente pedido de habeas corpus foi negado pela Justiça, que justificou a decisão pela necessidade de salvaguardar a ordem pública.
Nos bastidores das grades, Oruam tem expressado sua fé e resiliência por meio de cartas, onde afirma estar se apegando a Deus e mantendo a crença de que
“a justiça prevalecerá”.
Além disso, o rapper revelou estar canalizando sua experiência na criação de um novo álbum.
A prisão do cantor ocorreu em julho deste ano, após sua rendição à polícia, um dia após a expedição de um mandado de prisão preventiva pela Justiça do Rio.
O incidente que culminou na prisão de Oruam se deu na madrugada de 22 de julho. Durante uma operação policial na residência do rapper, visando cumprir um mandado de busca e apreensão contra um menor investigado por tráfico e roubo, Oruam e indivíduos próximos teriam obstruído a ação das autoridades. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), foram arremessadas pedras contra os agentes, incluindo uma de aproximadamente 5 kg, lançada de uma altura de 4,5 metros.
O MPRJ enfatizou o “risco real de morte”, dada a potencialidade de tais projéteis atingirem a cabeça dos policiais. A perícia técnica confirmou que as pedras encontradas e arremessadas eram coerentes com as presentes no jardim da propriedade do rapper.
O órgão ainda sustenta que os atos foram executados com crueldade, o que pode classificar os envolvidos na Lei dos Crimes Hediondos. Na época, Oruam chegou a filmar partes da abordagem e divulgou os vídeos em suas redes sociais, em um aparente desafio às autoridades.
