A apreensão de uma arma atribuída a Jair Bolsonaro durante uma blitz em Brasília levou o ministro Alexandre de Moraes a pedir explicações da defesa. O caso levantou dúvidas sobre o cumprimento da prisão domiciliar do ex-presidente, que pode ser reavaliada pelo STF antes do fim do prazo da medida.
A apreensão de uma arma atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante uma blitz em Brasília levantou dúvidas no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o cumprimento da prisão domiciliar do político.

Médicos recomendam que Bolsonaro opere (Foto: Ton Molina / STF)
O ministro Alexandre de Moraes aguarda explicações da defesa de Bolsonaro sobre o caso. Caso os esclarecimentos não sejam considerados satisfatórios, a manutenção da prisão domiciliar poderá ser reavaliada.
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Arma foi encontrada durante blitz
A pistola foi apreendida durante uma fiscalização da Polícia Militar em Taguatinga, no Distrito Federal.
Segundo as informações, um sargento do Exército cedido ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) conduzia o veículo quando foi abordado. Durante a vistoria, os policiais localizaram a arma.
Inicialmente, o militar informou que a pistola era de sua propriedade. Depois, afirmou que o armamento pertencia a Jair Bolsonaro.
De acordo com o relato apresentado, a arma teria sido entregue pelo ex-presidente na segunda-feira (15) para reparo após a identificação de uma pane. A devolução estava prevista para o dia seguinte.
STF pede esclarecimentos
Diante da ocorrência, Alexandre de Moraes determinou que a defesa de Bolsonaro apresente explicações sobre o caso.
O ministro também quer esclarecimentos sobre as razões que motivaram o envio da arma para conserto às vésperas do término do período de prisão domiciliar.
Além disso, Moraes solicitou informações à Polícia Militar do Distrito Federal sobre o cumprimento das medidas impostas ao ex-presidente durante o benefício.
Domiciliar termina neste mês
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde março. O prazo de 90 dias da medida termina no próximo dia 25. Até a apreensão da arma, a avaliação era de que o benefício vinha sendo cumprido sem intercorrências.
Agora, o episódio passou a integrar a análise do STF sobre a situação do ex-presidente.
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