Pacientes em diferentes regiões dos Estados Unidos estão aderindo a procedimentos estéticos realizados com preenchimentos injetáveis produzidos a partir de gordura doada por pessoas falecidas.

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Pacientes em diferentes regiões dos Estados Unidos estão aderindo a procedimentos estéticos realizados com preenchimentos injetáveis produzidos a partir de gordura doada por pessoas falecidas. A prática, ainda restrita a uma parcela pequena de clínicas, começa a se expandir no país.

Segundo especialistas, o método tem sido adotado principalmente por pacientes muito magros ou que já passaram por lipoaspiração e não possuem gordura suficiente para reaproveitamento no próprio corpo.

Uso em glúteos e seios

A gordura retirada de cadáveres está sendo utilizada para dar volume, levantar e esculpir áreas do corpo, incluindo procedimentos populares como o lifting de glúteos à brasileira, conhecido como BBL, e o aumento dos seios.

“Em Nova York estamos muito animados com essa possibilidade, principalmente porque alguns pacientes não têm gordura disponível para os procedimentos tradicionais”, afirmou a cirurgiã plástica Melissa Doft, que atua em Manhattan, em vídeo publicado nas redes sociais.

Produto chegou ao mercado em 2025

O produto utilizado nos preenchimentos, batizado de AlloClae, chegou ao mercado americano em 2025, mas só recentemente começou a se disseminar entre clínicas especializadas em cirurgia plástica.

De acordo com o cirurgião plástico Sachin M. Shridharani, menos de 5% dos profissionais certificados nos Estados Unidos oferecem atualmente o procedimento. Ainda assim, ele afirma que a procura é elevada. “Entre os que já utilizam o produto, a demanda é enorme. Houve momentos em que ficamos sem estoque”, relatou.

Processo de limpeza e aplicação

O AlloClae é produzido a partir de gordura estéril coletada de cadáveres e pode ser aplicado por meio de injeções minimamente invasivas, realizadas em consultório, sem necessidade de anestesia geral.

Antes da aplicação, a gordura passa por um processo rigoroso de limpeza, esterilização e purificação em várias etapas. O procedimento remove resíduos celulares, DNA e outros componentes que poderiam provocar reações imunológicas adversas no organismo do paciente.

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