Um professor está sendo acusado de abusar e assassinar seu próprio bebê, durante o processo de adoção. O caso ocorreu em julho de 2023 e voltou à tona após o julgamento, que ocorre nesta semana no Reino Unido.
Um professor está sendo acusado de abusar e assassinar seu próprio bebê, durante o processo de adoção. O caso ocorreu em julho de 2023 e voltou à tona após o julgamento, que ocorre nesta semana no Reino Unido.

Professor acusado de abusar e matar bebê adotado enviou mensagem chocante para namorado (Foto: Reprodução)
De acordo com as investigações, dias antes da confirmação da morte da criança, o suspeito enviou uma mensagem perturbadora ao seu parceiro. Segundo o que foi apresentado no tribunal, ele escreveu: “Seu filho está no hospital, eu o estrangulei”.
Na sequência, tentou minimizar o conteúdo ao dizer: “Brincadeira, é só me ligar quando terminar.”
A mensagem foi enviada em 8 de julho de 2023, poucas semanas antes da morte do menino.
Histórico de abusos e lesões graves
Segundo informações do jornal The Sun, o bebê, Preston Davey, de apenas 1 ano, vivia com o casal desde abril de 2023, após um processo de adaptação. De acordo com o que foi apresentado aos jurados, a criança sofreu uma série de abusos durante o período.
O tribunal ouviu que Preston apresentava cerca de 40 ferimentos traumáticos e teria sido vítima de agressões físicas e abuso sexual. Além disso, imagens indecentes da criança também teriam sido produzidas.
Durante o tempo em que esteve sob os cuidados dos acusados, o bebê foi levado ao hospital ao menos três vezes, incluindo uma ocasião em que apresentava fratura no cotovelo.
Mensagens revelam comportamento preocupante
Conversas apresentadas no julgamento mostram o comportamento do acusado ao longo dos meses. Em uma mensagem enviada à irmã, ele escreveu:
“Ele está morto hoje. Não dormiu nada depois das 23h30 da noite passada. Acordou a cada uma hora e meia.”
Dias depois, ao responder à mãe após enviar um vídeo da criança, afirmou: “Isso foi antes de ele ser assassinado e colocado na cama.”
Outras mensagens mostram irritação com o filho adotivo, descrito como “muito carente” e “irritante”, além de reclamações constantes sobre a falta de sono, classificada como um “pesadelo”.
Versão apresentada à polícia é contestada
No dia 27 de julho de 2023, Preston foi levado ao hospital em estado grave, inconsciente e em parada cardíaca. O acusado afirmou à polícia que havia deixado o bebê sozinho na banheira e que o encontrou se afogando ao retornar.
No entanto, a autópsia revelou múltiplas lesões internas e externas consideradas não acidentais.
A causa da morte foi apontada como obstrução aguda das vias aéreas superiores, possivelmente provocada por asfixia com a mão, tecido ou até pela inserção de um objeto na boca da criança.
Acusados negam crimes
O professor, Jamie Varley, nega as acusações de homicídio, homicídio culposo, abuso sexual infantil, agressão grave, crueldade contra criança e produção de material indecente.
Já o parceiro, John McGowan-Fazakerley, também se declarou inocente das acusações de causar ou permitir a morte da criança, além de responder por crueldade infantil e abuso sexual.
Depoimentos reforçam contraste
A mãe adotiva anterior de Preston, que cuidou do bebê por cerca de 10 meses, afirmou que a criança era “muito feliz” e que, apesar de dificuldades para dormir, se acalmava facilmente com carinho.
O contraste entre os relatos e as evidências apresentadas reforça a gravidade do caso, que segue sendo analisado pela Justiça.
O caso segue em andamento no tribunal, com novos depoimentos e provas sendo apresentados. A expectativa é de que o julgamento esclareça as circunstâncias da morte e a responsabilidade dos envolvidos.