Luciene Santtinha, professora de samba de Virginia Fonseca, relatou ter sofrido constrangimento e ser impedida de embarcar em um carro de aplicativo (Uber) neste sábado (15). O motorista teria cancelado a corrida por causa da vestimenta de passista da sambista, que usava roupas curtas e salto. Luciene desabafou nas redes. A Uber emitiu nota, afirmando não tolerar discriminação e alertando para a perda de acesso à plataforma em casos comprovados.
A passista Luciene Santtinha, que ficou famosa recentemente por ser a professora de samba de Virginia Fonseca, durante os treinamentos para ser a nova rainha de bateria da Acadêmicos do Grande Rio, passou por um constrangimento, neste sábado (15). Ela relatou o ocorrido nas redes sociais.
A sambista da Grande Rio afirmou que foi impedida de seguir viagem em um carro de aplicativo por conta das vestimentas típicas de passista, com pernas de fora e salto alto. Ao chegar ao local, o motorista afirmou: “Vou cancelar a corrida, minha senhora”.
Ela questionou o motorista se era por conta da vestimenta e ele disse: “Isso”. Em seu relato nas redes sociais, ela mostrou seu orgulho pela trajetória no samba, e que em nenhum momento tem vergonha de sua veste de musa e passista de Carnaval.
“Por muitas vezes, é a forma como ganho meu dinheiro. Não me envergonha de me vestir de musa, de me vestir de passista, porque a minha roupa não é um convite para ninguém. Também não vou chorar nem me entristecer”, disse.
A Uber, empresa responsável pelo carro de aplicativo, se pronunciou em nota.
Nota oficial Uber
“A Uber não tolera qualquer forma de discriminação. Em situações dessa natureza, a empresa encoraja que denúncias sejam feitas tanto pelo aplicativo quanto às autoridades competentes, e se coloca à disposição para colaborar com as investigações, nos termos da lei.
A plataforma reafirma seu compromisso de promover o respeito, igualdade e inclusão para todas as pessoas que utilizam o app. Conforme explicitado no Código da Comunidade, casos comprovados de motoristas que adotem conduta discriminatória podem levar à perda de acesso à plataforma.”
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