Uma série de protestos eclodiu em Caracas, na Venezuela, contra o ditador Nicolás Maduro. Os protestos ganharam força após os Estados Unidos dobrarem a recompensa por sua captura para US$ 50 milhões, acusando-o de ser um grande traficante de drogas. Em resposta, Maduro mobilizou militares e foi levado a um bunker, enquanto a mídia estatal, controlada pelo governo, ignorava as manifestações. A ação dos EUA gerou tensões na região, com o deslocamento de aeronaves americanas e críticas da Colômbia à medida.

De acordo com fontes locais, milhares de pessoas estão nas ruas protestando contra o atual governo
De acordo com fontes locais, milhares de pessoas estão nas ruas protestando contra o atual governo

Milhares de pessoas saíram às ruas em Caracas, na Venezuela, em protestos contra o ditador Nicolás Maduro. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram a insatisfação popular em meio à escalada de tensões entre o governo venezuelano e os Estados Unidos. A manifestação acontece após os EUA dobrarem para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à prisão de Maduro, acusado de chefiar uma rede de narcotráfico.

A tensão e a reação de Maduro

A recompensa, a maior já oferecida por um líder político na história — superando até mesmo a de Osama bin Laden —, levou Maduro a reagir com duras críticas. Ele foi levado a um bunker por segurança e mobilizou militares. O general Vladimir Padrino declarou “alerta permanente” e denunciou uma suposta interferência dos EUA.

Maduro classificou a ação como “ilegal e desesperada” e chegou a desafiar o ex-presidente Donald Trump, chamando-o de “covarde” e dizendo que, se tivesse coragem, deveria ir atrás dele pessoalmente. A tensão entre os países já havia resultado na apreensão de cerca de US$ 700 milhões em bens de Maduro nos EUA.

 

A dificuldade da informação e a repercussão internacional

Apesar dos vídeos nas redes sociais, obter informações detalhadas sobre os protestos é um grande desafio, já que a mídia estatal do país é completamente controlada pelo governo. Canais venezuelanos estariam ignorando as manifestações.

A medida americana gerou repercussões internacionais. Os Estados Unidos deslocaram aeronaves para Porto Rico, Panamá, Colômbia, Bahamas e Antilhas. Por outro lado, a Colômbia criticou a recompensa e defendeu um diálogo interno para resolver a crise.

 

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