A França registra, nesta quarta-feira (10), uma série de manifestações após o presidente do país, Emmanuel Macron, nomear o novo primeiro-ministro. As prisões de manifestantes ocorreram após os protestos com danos e vias bloqueadas.
A França registra, nesta quarta-feira (10), uma série de manifestações após o presidente do país, Emmanuel Macron, nomear o novo primeiro-ministro. As prisões de manifestantes ocorreram após protestos violentos e vias bloqueadas.

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A imprensa local relata que lixeiras foram incendiadas, ruas acabaram bloqueadas e protestantes entraram em confronto com a polícia. Os protestos ocorrem por insatisfação com a nomeação do conservador Sebastien Lecornu, após a renúncia do então primeiro-ministro, François Bayrou.
Em Paris, a polícia utilizou gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes que tentavam bloquear a entrada de uma escola. Em outras cidades, como Nantes e Montpellier, protestos também resultaram em confrontos, com barricadas, pneus queimados e objetos atirados contra as forças de segurança.
O novo ministro do Interior, Bruno Retailleau, confirmou que as forças de segurança foram mobilizadas em todo o país para tentar remover os bloqueios. O ministro informou a jornalistas que um ônibus foi incendiado na cidade de Rennes e que manifestantes atacaram policiais.

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Retailleau também expressou preocupação de que grupos mais radicais pudessem se infiltrar nas manifestações, intensificando a violência. Mais de duzentos manifestantes foram presos após os protestos.
Insatisfação com o governo
A mobilização, que começou com grupos de direita e foi encampada pela esquerda, é vista como uma ampla expressão de descontentamento popular. Ela é comparada por analistas ao movimento dos “Coletes Amarelos” de 2018, que, motivado inicialmente por aumentos nos combustíveis, evoluiu para uma ampla contestação do governo de Macron.
A nomeação de Lecornu, que é o quinto primeiro-ministro de Macron em menos de dois anos, foi vista como um catalisador para a revolta. O novo premiê reconheceu a necessidade de uma mudança política e de diálogo com os partidos de oposição, mas o descontentamento popular já tomou as ruas.

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